Várias zonas de Lisboa inundaram-se durante a noite. A precipitação não parou e, assim que a noite caiu, até o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa, quando atendeu o telefone ao Observador, chegou a admitir que a situação estava “complicada”. E repetiu-o por várias vezes. “Estamos a receber imensos alertas”, revelou Carla Gualdino, funcionária do comando.

Entre as 21h30 e as 23h, o Regimento de Sapadores dos Bombeiros de Lisboa registou 23 inundações na via pública. “Depois começou a acalmar”, revelou a entidade ao Observador, antes de traçar no Lumiar, em Benfica e Alcântara as zonas onde a situação foi mais complicada. A partir das 23h, com o abrandamento dos níveis de precipitação, os bombeiros tiveram de lidar “com as tampas dos coletores” das ruas que saltaram.

Por volta das 22h35, o CDOS confirmava várias inundações na via pública, salvaguardando que “não causaram danos nem vítimas”. Cascais, Sintra e Oeiras são os concelhos mais afetados no distrito de Lisboa. O comando, porém, considerou a situação “normal” tendo em conta “a chuva que tem caído” nas últimas horas.

Na cidade, há relatos de ruas e estragas alagadas, pelo menos, nas zonas do Lumiar, de Sete Rios e de Benfica, onde, por volta das 22h, junto ao centro comercial Fonte Nova, a água já começava a chegar ao nível das lojas. O túnel de Entrecampos, pouco antes das 23h, também já estava inundado.

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O distrito de Lisboa, recorde-se, é um de 14 distritos que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob alerta amarelo até às 6h de sexta-feira. Os restantes são Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Porto, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Leiria, Castelo Branco, Portalegre, Coimbra e Santarém.