Mundo

Coreia do Norte vê “repugnância” e “hostilidade” nas sanções aplicadas pelos EUA

A Coreia do Norte, em comunicado, respondeu este domingo às sanções aplicadas pelos EUA, que considerou como provas da "repugnância" e "hostilidade" do país.

A nação asiática, liderada por Kim Jong-Un, tem negado qualquer envolvimento no ataque informático sofrido pela Sony Pictures Entertainment a 22 de novembro

Ed Jones/AFP/Getty Images

Foi a primeira vez, dizem, que aconteceu: os EUA responderem com sanções a um ataque informático. Aconteceu na sexta-feira, quando Barack Obama, presidente norte-americano, falou para confirmar que o país ia aplicar castigos à Coreia do Norte — pelas suspeitas indicarem que fora a nação asiática, liderada por Kim Jong-Un, a roubar informação à Sony Pictures Entertainment. O país sempre negou tal hipótese. E agora decidiu responder às sanções, que considera “repugnantes” e hostis.

A reação surgiu através da KCNA, a agência de notícias estatal da Coreia do Norte. “A política persistentemente perseguida pelos EUA para sufocar a República Democrática Popular da Coreia para, sem fundamento, lhe atirar sangue, só iria endurecer a vontade em defender a soberania do país”, lê-se, num comunicado, atribuído a um porta-voz do Ministério dos Assuntos Externos e citado pela BBC.

O ataque informático à Sony, ocorrido a 22 de novembro, divulgou publicamente dezenas de emails e registos de conversas entre funcionários da empresa. Em dezembro, o Federal Bureau of Investigation (FBI), agências de serviços secretos norte-americanos, depositou a autoria do ataque na Coreia do Norte. Em causa, alegadamente, estava o filme “The Interview”, protagonizado pelos atores James Franco e Seth Rogen, uma comédia que relata uma suposta tentativa de assassinato ao líder norte-coreano.

Daí as sanções que Barack Obama anunciou na sexta-feira. “A persistente e unilateral ação tomada pela Casa Branca para bater com sanções prova que ainda não está longe da repugnância e hostilidade para com a Coreia do Norte”, defende o país. Os castigos revelados pela administração norte-americana visaram seis entidades da nação asiática — que não estão necessariamente ligados às suspeitas envoltas no ataque informático.

Os alvos das sanções dos EUA, de acordo com a BBC:

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