Novo mínimo histórico em bolsa para as ações da PT SGPS, num dia em que o Diário Económico adianta que a assembleia-geral da próxima segunda-feira, para discutir a venda da PT Portugal aos franceses da Altice, poderá ser adiada. As ações estiveram a cair mais de 20% na bolsa de Lisboa e perdiam, há momentos, cerca de 15% para 68,9 cêntimos.

A cotação da PT SGPS avalia a empresa em 626 milhões de euros, uma ação que esteve a cair 20,8% para 64,2 cêntimos, um mínimo histórico. Pelas 13h30, a queda face à cotação de fecho de terça-feira atenuou-se um pouco, para uma variação de 15%. Cada ação vale 68,9 cêntimos.

Ações da PT em forte queda desde junho

PTC PL Equity (Portugal Telecom  2015-01-07 09-07-05

As ações da PT estão em forte queda na bolsa de Lisboa desde junho, quando se soube do investimento na dívida da RioForte. Fonte: Bloomberg

A PT SGPS vale, nesta altura, 626 milhões de euros na bolsa de Lisboa. A empresa tem uma participação na brasileira Oi e uma opção de compra de mais ações que foi recebida na altura da revisão das condições da fusão com a Oi. A ação contém, ainda, a dívida da RioForte.

Estará diretamente relacionada com a RioForte, uma empresa do Grupo Espírito Santo (GES) a pressão sob a qual as ações da PT SGPS têm estado já desde junho, quando se soube que tinha investido 897 milhões de euros em dívida dessa empresa. Este investimento, que acabou por não ser reembolsado na data prevista (a RioForte está em insolvência no Luxemburgo) motivou terça-feira buscas da Polícia Judiciária à sede da empresa.

As buscas, que se estenderam aos escritórios da PwC, estão ligadas à auditoria que a consultora realizou às relações entre o GES e a PT, um documento que ainda não foi divulgado e, assim, poderá fazer adiar a assembleia-geral de acionistas agendada para a próxima segunda-feira, dia 12. A auditoria foi entregue segunda-feira à noite à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), confirmou o Observador junto de fonte oficial da empresa

Está prevista a divulgação pela PT de um comunicado com as principais conclusões do documento que investigou os investimentos da operadora no Grupo Espírito Santo durante mais de uma década e a intervenção dos antigos gestores da empresa.