António Costa apresentou esta sexta-feira quatro propostas para acabar com o “caos” nos hospitais. Depois de uma reunião com os bastonários da Ordem dos Médicos e dos Enfermeiros, o líder socialista sugeriu ao Governo que, neste período de maior afluência às urgências, não fossem cobradas as taxas moderadoras nos centros de saúde para os casos de doença aguda.

Esta seria uma “medida extraordinária” para vigorar enquanto dura o período agudo da gripe e que serviria, segundo António Costa, para “incentivar” a que os doentes “recorram aos centros de saúde e não às urgências” hospitalares. Atualmente, a taxa moderadora nos centros de saúde custa cinco euros e, de acordo com os últimos dados, 5,8 milhões de portugueses estão isentos de a pagar, nomeadamente, a população mais idosa, doentes com incapacidade superior a 60% e a população com menos recursos financeiros, bem como crianças até aos 12 anos de idade.

Além desta proposta, António Costa propôs ainda:

  1. Que a Direção Geral de Saúde “reforce” a informação aos utentes;
  2. Que se generalize a todo o país o alargamento do horário de funcionamento dos centros de saúde;
  3. Que se criem condições para ter mais médicos a atender nos centros de saúde.

Na conferência de imprensa que deu no final do encontro com médicos e enfermeiros, o secretário-geral socialista apontou o dedo à “consolidação orçamental cega”. “Estamos a pagar o preço de uma estratégia de consolidação orçamental verdadeiramente desastrosa”, disse por mais do que uma vez, acrescentando que os “cortes cegos” atingiram sobretudo “serviços essenciais à população”. Neste ponto, Costa comparou o que se passa nas urgências, ao caos na justiça com a mudança de plataforma informática CITIUS e com o atraso na abertura do ano escolar.