Atentados de Paris

Irão organiza concurso de cartoons sobre o Holocausto

É um concurso internacional de cartoons sobre o Holocausto que está a ser organizado para protestar contra a última capa do jornal Charlie Hebdo. O vencedor vai ganhar um prémio de 10,6 mil euros.

Segundo a responsável pelo concurso, a capa do Charlie Hebdo "insultava o profeta"

Getty Images

O Irão está a promover um concurso internacional de caricaturas sobre o Holocausto, segundo o jornal iraniano Tehran Times. Depois da última capa do semanário Charlie Hebdo ter revelado um Maomé de lágrima no olho, que também é Charlie, as instituições iranianas House of Cartoon e Sarcheshmeh Cultural anunciaram que estão a planear uma segunda edição do concurso que já tinham lançado em 2006, de acordo com o Le Monde.

Masud Shojaei-Tabatabaii, responsável pela iniciativa, explicou que o concurso está a ser organizado para protestar contra as recentes caricaturas do semanário francês, que “insultavam o profeta”. Em 2006, o motivo do concurso foram as 12 caricaturas de Maomé que o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou a 30 de setembro de 2005. Na altura, receberam 1100 caricaturas, provenientes de 60 países.

Para a segunda edição do concurso, as candidaturas estão abertas até 1 de abril e o vencedor vai receber um prémio de 12 mil dólares (10,6 mil euros) em dinheiro. O segundo premiado recebe um prémio de 8 mil dólares (7 mil euros) e o terceiro um prémio de 5 mil dólares (4,4 mil euros). As caricaturas finalistas vão estar em exibição no Museu de Arte Contemporânea da Palestina, em Teerão, e noutros locais da capital do Irão.

Em 2006, explica o Le Monde, o vencedor do primeiro prémio foi Derkaoui Abdellah, um ilustrador marroquino, que comparava o muro erguido por Israel na fronteira com o Líbano ao muro de Auschwitz. Em fevereiro desse ano, o jornal iraniano Hamchari escrevia que “os jornais ocidentais tinham publicado esses desenhos sagrados sob o pretexto da liberdade de expressão” e que agora – com a publicação das caricaturas sobre o Holocausto – queria ver se acreditavam mesmo no que diziam.

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