11 anos depois de ter abandonado a morte por pelotão de fuzilamento, o Utah aprovou esta sexta-feira na Câmara de Representantes do estado, o regresso desta opção para os condenados à morte, caso não se consigam obter as drogas para a injeção letal até 30 dias antes da execução. Um dos deputados estaduais considera que esta é uma opção “mais rápida” e “mais humana” do que a injeção letal devido aos casos mais recentes onde a mistura de químicos demorou muito tempo a atuar, causando enorme sofrimento aos condenados.

A votação foi renhida – ficou 39-34, escreve a Fox News -, mas a medida acabou por passar numa assembleia dominada por republicanos. No entanto, o governador do estado do Utah, Gary Herbert, também republicano, ainda não disse publicamente se apoia ou não a medida. Os pelotões de fuzilamento foram abolidos em 2004 neste estado, no entanto, os prisioneiros condenados antes dessa data à pena de morte, ainda podem optar por este método. O último a escolher esta opção foi Ronnie Lee Gardner, em 2010.

Os pelotões de fuzilamento são normalmente constituídos por cinco polícias armados com espingardas e uma das armas tem pólvora seca, de modo a que nenhum dos homens saiba com certeza quem disparou os tiros fatais. O Utah não é o único estado a querer reintroduzir os pelotões de fuzilamento. Também o Wyoming está a pensar reintroduzir esta opção, assim como o Missouri quer voltar a ter a opção de morte numa câmara de gás e a Virgínia está a ponderar disponibilizar a eletrocussão sempre que não for possível obter o cocktail necessário para a morte por injeção letal.

Segundo o Guardian, Arizona, Missouri e Wyoming permitem a execução através de câmaras de gás – embora o Missouri não tenha nenhuma atualmente -; Delaware, New Hampshire e Washington dão aos reclusos a opção de morrerem através de enforcamento e Alabama, Arkansas, Florida, Kentucky, Oklahoma, South Carolina, Tennessee e Virginia dão a opção da cadeira elétrica.