A reunião da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), hoje realizada, correu “bastante bem”, disse Inês Castro, daquela organização, à Agência Lusa.

“Dados os objetivos que tínhamos, a reunião correu bastante bem”, afirmou a representante da AIEPC, especificando que se pretendia reforçar presencialmente um convite e entregar um conjunto de informação.

A Lusa não conseguiu estabelecer contacto com a CMVM.

O reforço do convite correspondeu a uma insistência, feita agora presencialmente, para que a CMVM, juntamente com o Banco de Portugal (BdP) e o Ministério das Finanças, aceite integrar uma plataforma comum para averiguar a situação.

Na quarta-feira, a AIEPC tinha enviado cartas-convite ao Novo Banco, ao BdP, à CMVM e ao Ministério das Finanças a desafiar estas entidades “para se reunirem todas a uma mesa de forma a resolver o problema das 2.500 famílias que subscreveram papel comercial do GES”, disse o líder da AIEPC, Ricardo Ângelo, à Agência Lusa.

Inês Castro adiantou que a CMVM ficou de dar uma resposta em “curto espaço do tempo”.

O segundo objetivo correspondeu à “entrega de um ‘dossier’, que relata todo o processo de venda do papel comercial, e vários exemplos de fraude”.

A dirigente da AIEPC adiantou ainda que deve haver mais notícias em breve das atividades de reivindicação e que a estratégia passa por “manter a pressão na rua” e “o recurso à via negocial”.