O suspeito de ser o arquiteto dos ataques terroristas de Bombaim, na Índia, em 2008, foi libertado esta sexta-feira de manhã em liberdade condicional de uma prisão paquistanesa. A libertação de Zakiur Rehman Lakhvi é noticiada pela BBC que cita fontes oficiais da prisão em Rawalpindi.

A Índia já reagiu a esta libertação que, nas palavras do ministro da Administração Interna, Rainath Singh, foi “infeliz e dececionante”, segundo a imprensa indiana.

A liberdade condicional foi concedida a Zakiur Lakvi em dezembro, mas o suspeito foi mantido em detenção, ao abrigo da legislação de defesa da ordem pública. No entanto, esta decisão foi considerada nula por um tribunal de relação que ordenou a sua libertação. Lakhvi, e outros seis suspeitos, ainda têm de enfrentar o julgamento dos ataques que mataram 166 pessoas em novembro de 2008, e abalaram os esforços de pacificação das relações entre a Índia e o Paquistão.

O julgamento do caso prossegue, mas a libertação do principal suspeito sugere que as provas legais apresentadas pela acusação em Tribunal podem não ser suficientes para assegurar uma condenação. Há seis anos, o então ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, forneceu detalhes de como uma parte da conspiração dos ataques de Mumbai foi planeada no país. Responsáveis indianos revelaram ter entregado, entretanto, provas contra Lakvi e seus colaboradores aos procuradores paquistaneses.

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No entanto, e segundo a BBC, aparentemente uma parte importantes destas provas não consta do processo, o que indicia complicações legais ou talvez, admite a estação britânica, falta de interesse por parte das autoridades de Islamabad.

Os ataques de Bombaim foram atribuídos a militantes do grupo Lashlar-e-Taiba, que alegadamente é liderado por Lakhvi. O suspeito foi detido no Paquistão em dezembro de 2008, quatro dias depois de responsáveis indianos o terem apontado como um dos principais suspeitos.