O ministro da Economia afirmou que os pilotos da TAP serão “os primeiros a encontrar emprego” se a empresa “for obrigada a diminuir a atividade” e voltou a apelar ao bom senso, a 24 horas do início da greve.

Os pilotos da TAP marcaram uma greve, entre 1 e 10 de maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização.

“Se acontecer alguma coisa má na TAP, se a TAP for obrigada a diminuir a sua atividade fortemente, ou outra coisa qualquer, os primeiros a encontrar outro emprego são os pilotos”, apontou António Pires de Lima, que falava aos jornalistas no final de uma visita às empresas portuguesas Colquímica e Eurocash que operam em Poznan, na Polónia.

Por isso, o ministro disse entender como “muito natural a preocupação de todos os outros trabalhadores da TAP”, que hoje realizaram uma marcha silenciosa em Lisboa e apelaram à desconvocação da paralisação.

Pires de Lima apelou “ao bom senso” e à “razoabilidade dos pilotos” e sublinhou que “no fundo as pessoas que trabalham na TAP sentem que algo muito grave se pode passar se esta greve for concretizada”.

“Acredito que os pilotos, tendo ainda 24 horas pela frente, saberão ponderar. Não é um recuo que estou a pedir, apelo ao bom senso, em nome da TAP, sobretudo em nome de todas as pessoas que trabalham na TAP e que são colegas dos pilotos e também em nome da economia portuguesa”, apesar dos prejuízos “já serem enormes e muitos deles irrecuperáveis” face ao anúncio da greve.

“Se possível cancelem a greve”, se ela for “para a frente será tremendo para a TAP”, adiantou.