“Bienvenido!”

Foi assim, na língua materna de ambos, que o Papa Francisco recebeu o Presidente de Cuba, Raúl Castro, antes de se reunirem à porta fechada.

“Se o papa continuar assim, vou voltar a rezar e regresso à Igreja”, disse Raúl Castro depois do encontro de 55 minutos, sem adiantar em pormenor o tema da conversa. As declarações foram feitas antes de o líder cubano começar outra reunião, desta vez com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

Em setembro será a vez do Papa Francisco retribuir a visita a Raúl Castro, altura para a qual está agendada uma visita do representante máximo da Igreja Católica a Havana. O Presidente cubano já deixou uma promessa para esses dias: “Quando o Papa for a Cuba prometo ir a todas as missas dele, e de boa vontade”.

A última vez que um Papa foi a Cuba aconteceu em 2012, quando a ilha caribenha recebeu Bento XVI. Porém, a visita papal mais marcante foi protagonizada pelo seu antecessor, o Papa João Paulo II, em 1998. Nessa ocasião, o líder do Vaticano deixou um pedido: “Que Cuba se abra ao mundo e que o mundo se abra a Cuba”.

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A recente melhoria da relação entre o Vaticano e o regime cubano teve um ponto alto quando as relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos da América foram reatadas em dezembro de 2014. Nessa altura, o El País escreveu que o Papa foi essencial no esforço de aproximar os líderes dos dois países, descrevendo-o como “o grande mediador”.

Segundo a mesma publicação, o Papa “enviou cartas pessoais aos líderes norte-americano e cubano, ofereceu o Vaticano como ponto de encontro – umas vezes público e outras vezes fora do radar da imprensa. E tudo no mais absoluto silêncio”.