Mais um dia de agosto decisivo para o banco sucessor do Banco Espírito Santo, com a continuação das negociações entre o Banco de Portugal e a Anbang. O processo de venda do Novo Banco deverá ficar concluído esta segunda-feira, mas apenas se se chegar a um acordo com o primeiro potencial comprador selecionado.

O prazo do final de agosto só vale para as negociações com a Anbang, conforme refere o último comunicado do supervisor sobre o tema. Até esta segunda-feira, o Banco de Portugal terá contudo de anunciar a sua decisão que pode ser uma de três:

  • Vende o Novo Banco à sociedade chinesa Anbang
  • Chama para nova ronda negocial, o grupo que tem a segunda melhor proposta para negociar (será o Fundo Apollo), ou os dois concorrentes (Apollo e Fosun) que ficaram de fora desta fase, mas cujas propostas vinculativas “permanecem integralmente válidas”. E aí o prazo tem de voltar a ser revisto.
  • Ou não vende neste processo.

Tudo indica que o fim-de-semana foi consumido na derradeira fase de negociações com várias notícias a apontar para dificuldades em alcançar um acordo que assegure um preço que cumpra os mínimos do ponto de vista do Banco de Portugal.

Segundo o Expresso e o Diário Económico,  o agudizar da crise na bolsa chinesa no início da semana, e o seu impacto financeiro nos ativos do grupo segurador, parecem estar agora a ser usados como argumentos por parte da Anbang para não melhorar a oferta ou exigir mais garantias ao nível da recapitalização do Novo Banco.

A pressão do Governo continua a fazer-se no sentido de uma venda rápida: este fim de semana, o primeiro-ministro disse aos jornalistas apoiar a estratégia de venda desenhada pelo governador do Banco de Portugal: “Apoiamos os esforços que o Banco de Portugal tem vindo a fazer para concluir essa operação”, explicou o chefe de Governo, lembrando que a lei determina que a venda se faça em dois anos. “Um já decorreu e é natural que o Banco de Portugal queira diminuir a incerteza para os bancos que participam do Fundo de Resolução e para todo o sistema financeiro, promovendo a venda do Novo Banco”, concluiu.