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O Primeiro-Ministro francês “não hesitará” em repôr o controlo nas fronteiras, devido à crise dos refugiados. Manuel Valls admitiu no parlamento francês, esta quarta-feira à tarde, que pode seguir os passos da Alemanhã, que ‘fechou’ a fronteira no domingo, e da Áustria, que fez o mesmo à meia-noite de terça para quarta-feira.

Mas só caso “seja necessário”. Por agora, de acordo com a Europe 1, Manuel Valls anunciou um aumento de 900 homens para as forças de segurança reforçarem a segurança nas fronteiras.

“Alguns de nós dizem: ‘é necessário fechar tudo’. Dizer isso significa fechar os olhos aos refugiados que morrem à nossa porta”, disse. Por outro lado, abrir tudo é “fechar os olhos às realidades e dificuldades da sociedade francesa”, acrescentou. “O meu dever, e o do governo, é ser lúcido, porque temos responsabilidades.”

A França faz fronteira com a Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça e Itália. Deste lote, só a Suíça integra o Espaço Shengen com condições especiais. Atualmente, a Alemanha, o destino mais atrativo para os migrantes que chegam à Europa, suspendeu o acordo.

A reposição temporária do controlo nas fronteiras está prevista no Código das Fronteiras Shengen, em caso de situações de crise.

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