RTP

Formato da TDT leva a “défice de informação”, dizem trabalhadores da RTP

A Comissão de Trabalhadores da RTP considerou hoje que o atual formato da televisão digital terrestre (TDT) leva a um "défice de informação".

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A Comissão de Trabalhadores da RTP considerou hoje que o atual formato da televisão digital terrestre (TDT) leva a um “défice de informação” sobre as eleições legislativas e “coloca em causa o pluralismo” alargado que caracteriza o serviço público.

Atualmente, quatro canais – RTP1, RTP2, SIC e TVI – emitem em sinal aberto (gratuito) na TDT.

“Com o atual formato de TDT, os portugueses apenas tiveram acesso ao frente a frente entre os líderes do PS [António Costa] e da PàF [coligação Portugal à Frente, do PSD/CDS-PP] e às peças de reportagem que são emitidas no Jornal da Tarde e no Telejornal, o que resulta num défice de informação e coloca em causa o pluralismo o mais alargado possível que deve caracterizar o serviço público de rádio e televisão”, refere a Comissão de Trabalhadores da RTP, em comunicado.

“Se a RTP Informação estivesse disponível na TDT esse pluralismo estaria mais salvaguardado com a transmissão de alguns dos debates que envolvem outros líderes políticos e os portugueses conheceriam outras propostas para poderem formar uma opinião mais consistente”, adianta o órgão representante dos trabalhadores da RTP.

“Desde já pode dizer-se que o atual subaproveitamento da TDT faz com que a democracia fique a perder. Ganham os lobbies que se alimentam da atual situação: quem quer mais informação, paga!”, aponta.

“Considera a CT que a importância desta questão, para a democracia e para a informação que chega aos portugueses, devia merecer uma resposta/proposta concreta das várias forças políticas que participam nas próximas eleições legislativas”, acrescenta o órgão, recordando que há muito que defende a necessidade de colocar todos os canais da RTP na TDT.

“O sistema tem essa capacidade e a situação apenas não é alterada por falta de vontade política e porque certamente o atual ‘status quo’ agrada a quem projetou e concretizou o negócio com as suas atuais definições”, disse.

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