Quatro israelitas e 25 palestinianos, alguns deles crianças, foram mortos desde o começo do mês. Tudo começou precisamente a 1 de outubro, quando dois colonos israelitas foram mortos na Cisjordânia – mortes que o Governo israelita atribuiu ao Hamas.  Uma das razões que é apontada para este novo aumento de violência terá a ver com o aumento das visitas de judeus à mesquita de al-Aqsa, erguida no lugar que foi outrora de templos bíblicos.

Só esta segunda-feira registaram-se mais dois mortos e cinco feridos. Três israelitas foram esfaqueados em Jerusalém Oriental, dois palestinianos morreram baleados pela polícia, enquanto outros dois ficaram feridos. A primeira ocorrência deu-se de manhã, perto da Porta dos Leões, uma entrada da Cidade Velha. Fonte da polícia israelita fez saber que, enquanto um polícia revistava um adolescente palestiniano, este terá, alegadamente, tentado esfaqueá-lo. Foi morto a tiro no local.

À tarde, outro polícia israelita terá sido, também ele, esfaqueado por uma rapariga de 17 anos. A adolescente foi baleada e terá sobrevivido, estando detida. A seguir, na colónia israelita de Pisgat Zeev, igualmente em Jerusalém Oriental, dois israelitas, um de 13 e outro de 20 anos, foram gravemente esfaqueados por outros dois adolescentes palestinianos, de 13 e 17 anos. Um dos palestinianos foi morto a tiro pela polícia.

Quem já se pronunciou sobre a recente vaga de violência foi o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. No Parlamento, Netanyahu garantiu que a polícia israelita vai continuar a reagir até “vencer o terrorismo das facadas”.

Um dos líderes do movimento palestiniano, Marwan Barghouti, garantiu a partir da prisão que a violência não começou com a morte de dois colonos israelitas. “Começou há muito. E há anos que prossegue. Todos os dias há palestinianos mortos, feridos e detidos. Todos os dias avança o colonialismo. Todos os dias prossegue o cerco dos habitantes de Gaza e persiste a opressão”, disse.

Para esta terça-feira os árabes israelitas, que representam cerca de 18 por cento da população israelita, planeiam uma greve geral.