MH17

Vídeo: Investigação mostra MH17 a ser abatido por míssil russo

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Investigadores internacionais concluíram que o avião, com o código de voo MH17, foi abatido por um míssil BUK, de fabrico russo. Empresa russa que faz os BUK nega qualquer envolvimento no caso.

EMMANUEL DUNAND/AFP/Getty Images

Investigadores internacionais concluíram que o avião da Malaysian Airlines, com o código de voo MH17, foi abatido por um míssil BUK, de fabrico russo, disparado do leste da Ucrânia. A confirmação oficial surgiu esta terça-feira mas, ao contrário do que dizia a imprensa holandesa esta manhã, o relatório não chega ao ponto de dizer que rebeldes pró-russos não estariam formados para operar o míssil e que poderia ter havido elementos russos a ajudar no disparo.

O relatório oficial sobre a queda do avião na Ucrânia, a 17 de julho de 2014, que provocou a morte de 298 pessoas, foi oficialmente apresentado hoje pela comissão Dutch Safety Board (DSB), 13 de outubro de 2015. Com um vídeo em que é reconstruído o que aconteceu.

A apresentação, que contou com a reconstrução possível do avião, esteve a cargo de Tjibbe Joustra, holandês que liderou a investigação ao acidente com o avião que descolou de Amesterdão e seguia para Kuala Lumpur. Joustra criticou o facto de não se ter “reconhecido o risco do conflito armado no terreno” e não se ter fechado o espaço aéreo ucraniano.

“Ninguém se preocupou com a possível ameaça para a aviação civil”, acusa Joustra.

O DSB divulgou este vídeo que ilustra aquilo que os investigadores acreditam que aconteceu. O vídeo foi mostrado na apresentação desta terça-feira e chegou agora ao Youtube. Esta versão está narrada em inglês, com legendas em russo.

Foi também publicada esta brochura de 20 páginas que sumariza o que foi apurado pelo DSB.

Empresa russa rejeita responsabilidades

Em causa está o desastre que vitimou 298 pessoas. Mas a Rússia vai continuar a rejeitar qualquer envolvimento e a empresa russa que faz os misséis já se antecipou com a sua própria teorização sobre como o incidente poderá ter ocorrido.

A Almaz-Antei garante que fez dois testes que demonstram como o míssil nunca poderia ter sido lançado a partir de zonas controladas pelos rebeldes pró-russos. Além disso, o conglomerado russo garante que o míssil BUK utilizado é uma ogiva antiga, cuja produção já foi descontinuada, e que já não é utilizada pelo Exército russo.

The Guardian gravou a apresentação de Tjibbe Joustra, que pode ouvir no link abaixo (em inglês).

PM ucraniano diz que abate do MH17 foi “operação dos serviços secretos russos”

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, afirmou hoje que o abate do voo MH17 por um míssil russo sobre o leste da Ucrânia em julho de 2014 foi uma “operação dos serviços secretos russos”. “Pessoalmente não tenho nenhuma dúvida de que foi uma operação planeada pelos serviços secretos russos para abater um avião civil”, disse o primeiro-ministro, na abertura do Conselho de Ministros em Kiev.

A queda do avião da Malaysia Airlines, que provocou a morte a todas as 298 pessoas que seguiam a bordo, é atribuída pela Rússia às forças ucranianas que combatem os separatistas pró-russos no leste do país e pelos aliados ocidentais de Kiev às forças separatistas e ao apoio militar que lhe é dado pela Rússia. “Temos a certeza de que (a operação) foi feita a partir de território que estava sob controlo exclusivo de combatentes russos”, disse Iatseniuk.

“E também não há dúvida de que separatistas bêbados não sabem usar estes sistemas BUK”, prosseguiu o primeiro-ministro, referindo-se ao tipo de míssil que os investigadores identificaram como tendo atingido o avião. “O que isto significa é que estes sistemas só são operados por militares russos treinados” para o fazer, acrescentou.

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