Continua mergulhado na incerteza o futuro do governo espanhol. Depois de Mariano Rajoy ter recusado a indigitação do rei para liderar um executivo, as atenções voltam a virar-se para a esquerda. O líder do PSOE, Pedro Sánchez, anunciou este sábado no Twitter que falou com Albert Rivera, líder do Ciudadanos, e que as conversas continuarão durante os próximos dias.

Rivera respondeu, confirmou o encontro e afirmou que “os espanhóis estão à frente dos partidos”:

E se de um lado estão as conversas com o Ciudadanos, do outro, os encontros com o Podemos (os resultados eleitorais não permitem a formação de uma maioria parlamentar apenas com dois destes partidos, e mesmo juntando os três há que somar-lhes as forças políticas mais pequenas representadas no parlamento espanhol).

“Os eleitores não entenderiam que o líder do Podemos e eu não nos entendêssemos”, afirmou Sánchez. No Twitter (onde mais?), Pablo Iglesias formulou um desejo: o de que o PSOE consiga estar à altura da “proposta de governo séria” que o Podemos lhe apresentou.

Rajoy parte para o ataque: Sánchez tem de ter dignidade

Esta manhã, em Cordoba, Mariano Rajoy teceu duras críticas ao líder do PSOE. Citado pelo diário El País, o líder do PP classificou Pedro Sánchez de “indigno”, considerando que um governo em coligação com o Podemos será um governo “hipotecado e humilhado”.

Para ser presidente de Espanha não basta humilhar-se e hipotecar-se. Necessitamos de um presidente com dignidade”, afirmou Rajoy.

Mariano Rajoy explicou ainda porque recusou a investidura de Felipe VI. Disse o líder do PP espanhol que aceitar seria “uma fraude e uma falta de respeito, para com os mais de sete milhões de votantes no PP, comparecer no parlamento e perder o debate de investidura”. E assumiu: “Os espanhóis disseram nas urnas que ninguém deve governar sozinho”.