E se em vez de uma caneta e folhas, os alunos tivessem à frente, no momento das provas de aferição e exames nacionais, um ecrã de computador e um teclado? Os exames realizados por via digital poderão ser uma realidade em breve, anunciou o presidente do conselho direito do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), à margem da conferência “Avaliar para aprender: contributos para uma cultura de avaliação”.

Helder de Sousa explicou que essa é a “escola do futuro” e que as escolas estão até já preparadas para fazerem essas provas, lembrando que, na próxima semana, pela primeira vez em Portugal, 5.300 alunos do 4.º ano, em 200 escolas, vão fazer o exame internacional sobre compreensão de leitura (ePIRLS) em computador.

Helder de Sousa adiantou ainda que poderá estar “mais para breve do que seria de esperar”, sem avançar com datas, dizendo apenas que o IAVE está a trabalhar no assunto, juntamente com a Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Questionado pelo Observador sobre como se poderia adotar esta alteração e se todas as escolas teriam ferramentas para o fazer, o responsável explicou que as turmas podiam até ser divididas em pequenos grupos que fariam à vez as provas, que seriam naturalmente diferentes umas das outras.