A proposta de Bruxelas para que os automóveis a gasóleo vendidos a partir de 2017 tenham limites mais baixos de emissões foi hoje aprovada pelo plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), que ‘chumbou’ uma recomendação da comissão parlamentar de Ambiente.

Os eurodeputados rejeitaram, assim, o veto recomendado pela comissão parlamentar à iniciativa acordada entre a Comissão Europeia e os Estados membros para fixar novos limites de emissões de óxido de azoto, no âmbito de um futuro sistema de homologação com base em condições reais de condução e não em laboratório.

A comissária responsável pelo mercado interno, Elzbieta Bienkowska, comentou que a iniciativa contemplou as críticas feitas inicialmente e garantiu um novo processo de homologação mais próximo da realidade.

Depois do escândalo da manipulação de resultados de emissões nos Estados Unidos pela Volkswagen, as autoridades europeias chegaram a acordo, em outubro, para serem introduzidos novos testes.

As futuras regras devem ser aplicadas a partir de setembro de 2017 em novos modelos e dois anos mais tarde em todas as viaturas novas.

Porém, os fabricantes contrapuseram a impossibilidade de respeitar os limites das emissões até estas datas e sob as novas condições e o acordo é que possam ultrapassar as emissões em 110%.

Após a objeção, decorreram negociações entre a Comissão Europeia e os Estados-Membros, que “deram resultados”, pelo que agora há “compromissos claros” sobre uma “cláusula de revisão, com um calendário preciso, de modo a baixar os valores-limite para os níveis que foram acordados pelos colegisladores”, comentou, por seu lado, o presidente da comissão parlamentar do Ambiente, Giovanni La Via.

O eurodeputado italiano saudou assim a “decisão responsável do plenário”, que permitirá avançar no processo.