O Governo pode ter acabado para Passos Coelho, mas Maria Luís Albuquerque, a sua ministra das Finanças, volta a ter um lugar no seu núcleo político, agora no PSD. O líder social-democrata foi buscar Maria Luís para vice-presidente no partido, num momento em que a ex-ministra está a ser fortemente contestada por ter aceitado um cargo como administradora não executiva de uma empresa britânica de gestão de dívida.

No Parlamento está a decorrer, na subcomissão de ética, um processo de avaliação de possíveis incompatibilidades desta contratação da ex-ministra, agora deputada, mas isso não fez Passos deixar de a chamar para a sua direção, onde fez entrar mais duas mulheres: a advogada Sofia Galvão (que foi vice de Ferreira Leite) e a ex-secretária de Estado Teresa Morais. Manteve na direção Jorge Moreira da Silva, Teresa Leal Coelho e Marco António Costa, que entrou neste congresso com uma posição enigmática sobre o seu futuro no partido, dizendo que era tempo de “descansar”. Afinal, o homem de Vila Nova de Gaia, mantém-se na equipa de Passos. Os nomes foram anunciados pelo próprio líder do partido, na tarde de hoje, no congresso de Espinho.

A direção do PSD fica com uma maioria de mulheres – são quatro – e apenas três homens (o presidente Passos Coelho é o terceiro). O líder desviou Pedro Pinto, Carlos Carreiras e Matos Correia para outras funções. No caso destes dois últimos, Passos frisou que vão ocupar funções estratégias para o partido nos próximos tempos. Carreiras, autarca de Cascais, vai coordenar o processo autárquico, como presidente da comissão autárquica. José Matos Correia passa de vice a presidente do conselho estratégico do partido, “muito importante na oposição”, disse Passos. Pedro Pinto passa a estar à frente da comissão de auditoria financeira.

Matos Rosa mantém-se como secretário-geral do PSD, João Calvão da Silva no conselho de jurisdição do partido e Fernando Ruas na presidência da Mesa do congresso. Como vogais da Comissão Política Nacional, Passos vai ter António Topa, Francisca Almeida, Hermínia Santos, Joana Barata Lopes, João Moura, José António Luís, Luís Ramos, Ofélia Ramos, Miguel Goulão e Pedro do Ó Ramos.

Marques Guedes sucede a Relvas

Outra novidade e a escolha de Luís Marques Guedes, ex-ministro da Presidência do Conselho de Ministros, para número um da lista ao Conselho Nacional, seguido de Ricardo Rio e Aires Pereira. Marques Guedes prepara-se para suceder, nas eleições da manhã de domingo, a Miguel Relvas que foi o escolhido por Passos para estar à frente do órgão máximo entre congressos, na última reunião magna do PSD, tendo gelado a sala no momento do anúncio

O presidente da Mesa do Congresso anunciou este sábado que existem oito listas ao Conselho Nacional do PSD. As eleições são amanhã de manhã.