O final da quinta temporada de Game of Thrones deixou os fãs da série da HBO em estado de choque: afinal, Jon Snow (Kit Harington), bastardo do malogrado Ned Stark (Sean Bean), comandante da Patrulha da Noite, um dos poucos candidatos a herói que ainda não tinha sido chacinado, morria, assassinado à traição, depois de ter sido sucessivamente apunhalado pelos seus companheiros de patrulha.

A sexta temporada da série estreou em Portugal a 25 de abril e recomeçou exatamente onde terminara a temporada anterior: um close-up de Jon Snow, prostrado na neve, lívido, de olhos inexpressivos. Snow estava morto. Seria este este o fim da linha para o protagonista? O segundo episódio da sexta temporada veio trazer, além de outra morte violenta, algumas revelações decisivas sobre o destino da personagem.

Aviso: não há mais como evitar os spoilers. Se não quiser ser surpreendido pelos novos desenvolvimentos, não continue a ler este artigo. O aviso está feito. Se continuar, não se esqueça: “Valar Morghulis”, ou, em bom português, “todos os homens têm de morrer”.

O que acontece com Jon Snow?

Jon Snow está de volta. Mas convenhamos: o regresso do protagonista ao mundo dos vivos não era propriamente inesperado. Os sinais estavam lá e foi mais ou menos como todos os fãs da série esperavam que fosse: Melisandre (Carice van Houten), a feiticeira vermelha que roubou todas as atenções no último episódio, ressuscitou o herói, recorrendo à magia de R’hllor, o Deus Vermelho.

Apesar de ser um desfecho altamente esperado para todos aqueles que seguiram com alguma atenção as pistas que foram sendo sussurradas nas últimas temporadas — e sobretudo nos livros que deram origem à série –, o momento foi tenso do princípio ao fim.

Melisandre, que aparentemente perdera sua fé no Deus Vermelho, aceitou relutantemente tentar trazer Snow do mundo dos mortos, através de um ritual que nunca tinha tentado. Os minutos passam sem que o bastardo de Ned Stark dê qualquer sinal de vida. Um a um, os presentes vão abandonando o cadáver de Snow. Mesmo Melisandre desiste, finalmente vencida. Até que no último segundo Jon Snow abre inesperadamente os olhos, enquanto dá um fôlego aflito. O herói está de volta, resta saber se será o mesmo Snow.

Mais uma momento de extrema violência em Game of Thrones

Se é certo que o regresso de Jon Snow roubou naturalmente todas as atenções do último episódio de Game of Thrones, há uma nova morte que, pela sua violência, está a chocar os fãs da série.

Neste episódio, Ramsay Bolton (Iwan Rheon), a mesma personagem que já antes tinha protagonizado uma cena de extrema violência visual na temporada anterior, mata a sangue frio o pai, Roose Bolton (Michael McElhatton), depois de saber que Walda Bolton (Elizabeth Webster) dera finalmente à luz um filho homem — Ramsay, como bastardo, tornar-se-ia segundo na linha de sucessão.

O pior, no entanto, vem a seguir. Depois de assassinar o pai a sangue frio, Ramsay encaminha Walda e recém-nascido até ao canil, sob o falso pretexto de a levar até ao marido. O desfecho é cruel: Walda e o recém-nascido acabam por ser atacados e mortos pelos cães de caça de Ramsay. A câmara não o mostra, mas os gritos da mulher e o choro da criança não deixam grande margem para dúvidas em relação ao fim das personagens.

A violência do momento causou um enorme desconforto entre os fãs da série. No The Guardian, a crítica Sarah Hughes resume assim a morte de Walda e do filho recém-nascido: “Ramsay é apenas um monstro. Não há nada de particularmente interessante nisso e não parece ter nenhum lugar interessante para ir. (…) Só estou grata por eles [criadores da série] terem escolhido não mostrar o momento em que Walda e o bebé foram rasgados em pedaços”.

O novo episódio de Game of Thrones vai estrear esta segunda-feira, em Portugal, às 22h10, no canal Syfy.