Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

“Seria preferível evitar aquele tipo de polémicas”, mas Fernando Rocha Andrade garante que não sente qualquer perda de confiança por parte de António Costa e Mário Centeno, por causa do escândalo das viagens ao Europeu de futebol pagas pela Galp. “Sinto-me em condições plenas de exercício das minhas funções”, garante o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, lembrando que “todos os membros do governo carregam consigo uma lista grande de entidades em relação às quais não devem tomar decisões”.

“A única questão que aconteceu é que passa a haver mais uma empresa na qual o meu chefe de gabinete passa a adotar o procedimento de reenviar a decisão para o senhor ministro das Finanças”, afirma Rocha Andrade, em entrevista ao Diário de Notícias. Seja como for, o secretário de Estado garante que, até agora, não teve de “tomar nenhuma decisão relativamente a essa empresa [a Galp], mas já me foram presentes decisões para tomar relativamente a outras entidades em que tive a necessidade, precisamente, de invocar essa escusa, porque se verificavam situações que comprometiam a capacidade de decisão”.

Todos os membros do governo carregam consigo uma lista grande de entidades em relação às quais não devem tomar decisões”.

O responsável comenta, ainda a proposta de Orçamento do Estado para 2017 e sublinha que o governo está “confiante” de que os objetivos de consolidação orçamental são cumpridos pela proposta apresentada a Bruxelas na segunda-feira. “Só o facto de a despesa não subir, o controlar a despesa, como se fez este ano e como se fará no ano que vem, é um contributo muito positivo para a redução do défice”, acrescenta Rocha Andrade.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR