Rádio Observador

Mário Soares (1924-2017)

Morreu “o grande português”. O que dizem os jornais lá fora

O último adeus a Mário Soares enche as capas dos jornais portugueses deste domingo mas também chegou às capas dos jornais estrangeiros. Espanha, França, Brasil e também Angola assinalam a data.

“O grande português”, “o presidente de todos os portugueses”, “o pai do Portugal moderno”. Não é só em Portugal que a morte de Mário Soares faz capa na edição deste domingo dos jornais. Na vizinha Espanha quase toda a imprensa assinala a data, assim como também o fazem algumas publicações francesas. No Brasil e em Angola a morte do ex-chefe de Estado português também é assinalada.

Portugal “chora” a morte de Soares, escreve o jornal francês La République. O francês Le Monde não tem o tema na capa, mas evoca o “pai da democracia portuguesa” e homenageia Mário Soares num artigo em que o intitula de “artesão envolvido na construção europeia”. Também o Le Fígaro recupera uma entrevista de 1994 ao antigo estadista português, na qual defende que “a humanidade vai-se mobilizar pelas ideias, não apenas por interesses”. Já o francês Liberation faz menção à morte do ex-presidente Mário Soares, “pai sentimental” de Portugal.

Ainda pela Europa, o italiano La Stampa despede-se com um “Adeus ao Presidente Soares, Ele levou Portugal da ditadura para a democracia”, o jornal La Repubblica noticia “Adeus a Soares, Portugal de luto” e a agência de notícias italiana, ANSA, ressalta a morte do “líder da revolução dos cravos”.

No Reino Unido, embora o tema não chegue às capas dos jornais, o diário The Guardian noticia a morte do “antigo primeiro-ministro” e o The Independent escreve também que “o antigo presidente e primeiro-ministro de Portugal morre aos 92 anos”.

A inglesa BBC é outra das publicações que designa Mário Soares “Pai da democracia” portuguesa, ao noticiar a sua morte, e o Financial Times dá grande destaque à morte do antigo presidente da República, num artigo assinado pelo correspondente do jornal britânico em Lisboa e intitulado “Mário Soares, socialista que conduziu Portugal à democracia”. No mesmo artigo, o jornalista refere-se a Soares como um “oponente ao regime de Salazar, que se livrou de um empurrão comunista para o poder”, lembrando o seu “bom humor e entusiasmo pela vida” e a forma como “ajudou os portugueses a recuperar a confiança perdida depois de mais de meio século de uma ditadura miserável”.

O jornal alemão Der Spiegel noticia a morte do ex-presidente, classificando-o também como o “pai da democracia” portuguesa, enaltecendo a sua postura de “observador” de “língua afiada e crítica” da União Europeia. Ainda na Alemanha, o Die Zeit, o Die Welt, o Frankfurter Allgemeine Zeitung, o Süddeutsche Zeitung e até o Bild noticiam a morte de Mário Soares, “o legendário socialista português”.

Nos Estados Unidos, a morte do antigo Presidente da República também é notícia, com o The Wall Street Journal a considerá-lo uma “figura fundamental na transição de Portugal da ditadura para a democracia” e o The New York Times e o Washington Post a lembrarem como Soares “conduziu Portugal à democracia”.

Os jornais brasileiros Globo, Folha de São Paulo e Estadão noticiam a morte de Mário Soares, lembrando uma vez mais que “o histórico dirigente socialista” foi “um dos principais defensores da democracia” em Portugal. Ainda no universo dos países de língua portuguesa, o Jornal de Angola e o também angolano País dão notícia da morte de Soares, o moçambicano Verdade evoca a morte de uma “personagem central no retorno à democracia” e o jornal digital cabo-verdiano A Semana recorda a “grande figura da democracia europeia” e “o rosto maior da democracia portuguesa”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)