Apesar de anunciar que a sua estética se inspira nos traços de design históricos da SsangYong, há que começar por reconhecer ao Concept XAVL o mérito de exibir uma aparência exterior bem mais consensual e cativante do que a de outras criações, assim não tão distantes no tempo, do construtor sul-coreano. E ainda bem que assim é, quando a marca faz saber que aqui reside a linguagem estilística que pretende aplicar nos seus produtos daqui em diante.

Com 4.630 mm de comprimento, 1.866 de largura, 1.640 mm de altura e uma distância entre eixos de 2.775 mm, o XAVL (acrónimo de eXciting Authentic Vehicle Long) é, assumidamente, a versão alongada do XAV revelado no Salão Frankfurt de 2015. Uma evolução operada com o objectivo de incluir uma terceira fila de bancos no habitáculo, de forma a elevar a lotação para sete lugares individuais, com a vantagem de os bancos das duas filas traseiras serem não só rebatíveis, como reguláveis longitudinalmente, permitindo ajustar o amplo espaço interior às necessidades do momento.

E este é, de facto, um elemento determinante do XAVL, que tem como um dos principais objetivos anunciados conjugar a versatilidade de um SUV com a polivalência de um monovolume. Assim se assumindo com percursor de uma nova geração de modelos da SsangYong , estratégica e determinante para o seu futuro.

Para o XAVL, ou para o modelo de produção que deste protótipo venha a derivar, a SsangYong anuncia duas opções de motor, ambos turbocomprimidos, combinados com um sistema start/stop e já cumpridores da norma Euro 6 de protecção ambiental: um a gasolina, com 1,5 litros, o outro a gasóleo, com 1,6 litros e especialmente destinado ao mercado europeu. Dados relativos ao respectivo rendimento não foram revelados, mas apenas as emissões de CO2, que se situam no patamar 150-170 g/km para o 1.5 a gasolina, e na faixa 120-150 g/km para o 1.6 turbodiesel, dependendo das opções de transmissão eleitas.

E isto porque os dois propulsores são combinados, de série, com uma caixa manual de seis relações, mas podem, em opção, ter associada com uma caixa automática com igual número de relações. A tracção é que é sempre a apenas um dos eixos, no caso ao dianteiro, não estando, para já, previstas versões de transmissão integral.

Elemento que também confirma a modernidade do projecto XAVL, e a sua vocação “europeísta”, a segurança. Domínio em que há a registar duas soluções, se não inéditas, pelo menos invulgares: a adopção de um airbag exterior, para proteção dos peões em caso de atropelamento e a instalação de um airbag entre o condutor e o passageiro da frente – isto para além, é claro, dos airbags frontais, laterais e de cortina já tidos como tradicionais.

Ainda neste particular, referência para a travagem autónoma de emergência, para o assistente à manutenção na faixa de rodagem, para o alerta de saída involuntária da faixa de rodagem, para os faróis adaptativos e para o sistema de monitorização do ângulo morto. Sendo a conectividade outro factor a ter em conta: além do ecrã de 10,25” e do hotspot wi-fi para ligação à Internet, o XAVL permite controlar remotamente, através de um smartphone, o aquecimento e os sistemas de climatização e infoentretenimento, ao passo que uma ligação IOT (Internet de Todas as Coisas) garante aos ocupantes a ligação ao seu lar e a gestão da respectiva domótica.