O espanhol Andrés López, diretor da Segurança na Circulação da Adif (Administração de Infraestruturas Rodoviárias), foi esta tarde de segunda-feira acusado de presumível responsável, por imprudência grave, do acidente ferroviário do TGV, perto de Santiago de Compostela, que vitimou 80 pessoas e fez 150 feridos em julho de 2013.

De acordo com o Juízo de Instrução número 3 de Santiago de Compostela, López será ouvido a 22 de março como nova principal figura do processo depois de ter sido avisado sobre os perigos da curva onde se verificou o acidente sem ter feito nada para precaver a situação.

Recorde-se que José Garzón Amo, o maquinista do comboio, era até ao momento a única pessoa investigada e considerado responsável por falha humana do acidente. Foi pedido no início do processo uma pena de quatro anos para Amo, depois de provado o excesso de velocidade.

Citado pelo El País, pode ler-se no auto do juiz que “existem indícios suficientes para concluir que a Direção de Segurança na Circulação da Adif, a quem compete inicialmente o trabalho de averiguar os riscos da circulação, não cumpriu o referido propósito, gerando e tolerando uma situação de risco que acabou por resultar num acidente que custou a vida e a saúde a múltiplos usuários do comboio”.