As novas medidas de segurança aérea implementadas pelos EUA e pelo Reino Unido estarão ligadas a uma ameaça feita pelo auto-proclamado Estado Islâmico, que estaria a trabalhar numa maneira de conseguir transportar engenhos explosivos dentro de dispositivos maiores que um telemóvel (computadores, tablets, etc.). A notícia é da ABC News.

Segundo a CNN, fonte policial do Reino Unido adiantou que “grupos terroristas continuam a ter os voos comerciais como alvo” tentando “esconder explosivos dentro de diversos objetos”. A CNN relembra que, em fevereiro de 2016, um avião da Daaloo Airlines, que tinha partido da Somália, transportava um bombista que havia escondido uma bomba dentro de um computador que acabou por provocar um buraco no avião.

Companhias aéreas como a British Airways, EasyJet, Jet2, Monarch, Thomas Cook e Thomson são abrangidas pela nova decisão do Reino Unido. Já as companhias estrangeiras que vão ser afetadas são a Turkish Airlines, Pegasus Airways, Atlas-Global Airlines, Middle East Airlines, Egyptair, Royal Jordanian, Tunis Air e Saudia.

Equipamentos como computadores, tablets, leitores de multimédia, e-readers e consolas possuem dimensões suficientes para, trocando alguns componentes de sítio e retirando a bateria, albergarem no interior um engenho explosivo que facilmente consegue ser disfarçado para parecer a bateria do equipamento.

Remetendo a 2001, é possível perceber que tentar transportar explosivos em locais pouco comuns e de pequenas dimensões não é uma ideia propriamente nova, uma vez que um passageiro terá escondido um engenho explosivo dentro do sapato enquanto voava pela American Airlines.

Peritos em segurança e aviação justificam à ABC que estas medidas foram implementadas por representarem três perigos principais:

  • Possíveis interferências que os aparelhos podem provocar a bordo de um avião;
  • O risco de as baterias de lítio poderem sobreaquecer e provocar um incêndio;
  • O medo de os equipamentos poderem albergar um engenho explosivo.