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Está aberta a guerra às palhinhas de plástico

Este artigo tem mais de 4 anos

Movimento começou numa esplanada na Califórnia e estendeu-se ao resto dos EUA (onde se gastam 500 milhões por dia) e do mundo. O objectivo é salvar o ambiente -- uma palhinha de cada vez.

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Kate Middleton não precisava realmente de beber este cocktail (sem álcool) pela palhinha

Getty Images

Kate Middleton não precisava realmente de beber este cocktail (sem álcool) pela palhinha

Getty Images

Tinha acabado de regressar de umas férias nas Caraíbas, plenas de sol, diversão e “poluição plástica”, quando numa esplanada em Santa Cruz, na Califórnia, lhe trouxeram o copo de água que tinha pedido com uma palhinha — não solicitada. Terá sido esse, explica Jackie Nunez, no site que entretanto criou para organizar o movimento, o seu “momento esta é a minha última palhinha de plástico”.

Desse dia em diante, nunca mais tocaria numa palhinha que fosse (a não ser que por algum motivo ficasse doente e fosse incapaz de se hidratar ou alimentar de outra forma). Mais: ia arregimentar todos aqueles que conseguisse para a causa, a começar pelos amigo e conhecidos (“Peçam sem palhinha!”, passou a ser o seu lema), e passando depois para os restaurantes, bares e afins da zona onde mora.

Fez as contas. Primeiro a nível local: nos condados de Santa Cruz e Monterey, nas limpezas das praias, serão retiradas da areia cinco mil palhinhas por ano. Depois, nacional: em todos os Estados Unidos (onde vive 5% da população mundial, que por sua vez consome 30% dos recursos do planeta, produzindo outros 30% de todo o lixo do mundo, explica em The Last Plastic Straw, A Última Palhinha de Plástico), serão utilizados nada menos que 500 milhões de tubinhos de plástico por dia. “São resíduos de palhinhas suficientes para envolver a circunferência da Terra duas vezes e meia ou para encher o estádio dos Yankees nove vezes por ano! Agora imaginem os números mundiais!”

Não há notícia de que Dilma Rousseff tenha aderido ao movimento mas pelo menos este mate a escaldar a presidente deposta do Brasil bebeu por um “canudinho” metálico. (JEFFERSON BERNARDES/AFP/Getty Images)

E continuou a recolher informação: como não são biodegradáveis, as palhinhas vão-se degradando ao longo de centenas de anos, ficando cada vez mais pequenas, acabando depois por serem ingeridas por peixes, moluscos e tartarugas. “80% de todos os detritos encontrados nos oceanos têm origem na terra e entre 80% e 90% desses mesmos detritos são feitos de plástico“, explica Nunez no site.

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Não será por isso de estranhar que também cite especialistas que estimam que 90% das espécies marinhas já tenham ingerido, em pelo menos um momento, detritos de plástico — como aliás até o Observador já documentou em 2015, quando uma equipa de cientistas na Costa Rica retirou da narina de uma tartaruga marinha uma palhinha com 12 centímetros.

Com os estabelecimentos da sua zona devidamente consciencializados, a ativista resolveu agora estender o plano de guerra ao resto dos Estados Unidos e do mundo, através da hashtag #refusethestraw. A estilista britânica Vivienne Westwood foi uma das personalidades que já aderiu ao movimento e passou a beber diretamente do copo.

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