O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá obrigado todos os ministros a marcarem presença na receção ao Presidente dos EUA, esta segunda-feira, no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.

A notícia está a ser avançada por vários meios de comunicação social israelitas, nomeadamente o Haaretz, o The Times of Israel e o The Jerusalem Post. Os jornais referem que Netanyahu foi informado de que diversos ministros não iriam estar no aeroporto para receber Donald Trump. Porquê? Não só porque teriam de chegar com mais de duas horas de antecedência e esperar pelo líder norte-americano ao sol, mas também porque Trump não iria cumprimentá-los um a um.

Quando se deu conta da situação, durante uma reunião no domingo, o primeiro-ministro terá ficado “furioso” e deu ordens para os ministros irem até ao aeroporto receber o Presidente dos EUA. “Quando o ministro das Finanças, Moshe Kahlon, o ministro da Cultura e do Desporto, Miri Regev, e o ministro do Turismo, Yariv Levin, disseram a Netanyahu que não iriam cancelar compromissos já agendados, [ele] ficou furioso e parou a reunião. O primeiro-ministro deu, então, ordem ao seu chefe de gabinete, Yoav Horowitz, para enviar aos ministros um novo convite com presença obrigatória”, lê-se no The Jerusalem Post.

Uma visita cuja preparação tem sido atribulada

A verdade é que, tal como dá conta o Haaretz, a recepção de Donald Trump tem vindo a sofrer várias alterações nas últimas duas semanas. Inicialmente estava prevista uma longa cerimónia, que iria contar com discursos e apertos de mão aos ministros. Os planos depois foram alterados a pedido da Casa Branca, que pediu para que a receção decorresse com a maior brevidade possível tendo em conta o calor. Passaria, então, a incluir apenas os hinos dos dois países e cumprimentos entre Donald Trump, Benjamin Netanyahu, o Presidente israelita Reuven Rivlin, Yuli Edelstein o porta-voz do Knesset (parlamento de Israel), e a guarda de honra.

Tendo isto em conta, os ministros foram desconvidados. Os planos voltaram a ser alterados e foram convidados novamente no sábado à noite, mas teriam de chegar com duas horas e meia antes para passarem pela segurança, e não iriam cumprimentar Trump.

Donald Trump aterra amanhã, segunda-feira, por volta do meio-dia no aeroporto Ben Gurion, acompanhado da mulher, Melania Trump, da filha, Ivanka Trump, e do genro e conselheiro, Jared Kushner. Daí o Presidente norte-americano segue para a residência do Presidente de Israel. Às 18h tem encontro marcado com o primeiro-ministro israelista, no King David Hotel. Uma hora e meia depois, Trump e Netanyahu jantam juntos, com as respetivas mulheres, na residência do primeiro-ministro.

No dia seguinte, o Presidente dos EUA irá visitar o Museu do Holocausto (Yad Vashem) e fará um discurso no Museu de Israel, em Jerusalém, às 14h. Trump tem ainda encontro marcado com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, em Belém.

Na quarta-feira, Trump já estará no Vaticano, onde será recebido pelo Papa Francisco.