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Fogo de Pedrógão Grande

Lista de mortos de Pedrógão Grande exclui 65ª vítima, que morreu a fugir do incêndio

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A lista dos 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande apresentada pelo Governo está incompleta, segundo o semanário Expresso. Uma vítima foi excluída por ter morrido atropelada quando fugia dos fogos.

Alzira Costa, viúva residente em Senhora da Piedade, morreu atropelada enquanto fugia ao incêndio

Miguel A. Lopes/LUSA

O número de mortos do incêndio de Pedrógão Grande deve fixar-se nos 65 e não nos 64 que têm sido até agora anunciados pela autoridades. A informação é publicada no semanário Expresso deste sábado, que acrescenta à lista dos 64 óbitos o nome de Alzira Costa, viúva residente em Senhora da Piedade, que foi atropelada enquanto fugia ao fogo.

Àquele jornal, a filha da 65ª vítima do incêndio de Pedrógão, Laura, diz que a mãe “fugiu para ir ter com as vizinhas”. “Levava uma lanterna, o telemóvel e o dinheiro que tinha em casa e foi encontrada na estrada, com a cabeça e o braço partidos”, disse. Na altura, o autor do atropelamento fugiu, mas a filha de Alzira Costa terá sido informada de que a GNR já identificou o responsável.

Por trás da não inclusão de Alzira Costa na lista de mortos apresentada pelo Governo estará o facto de a viúva não ter morrido por inalação de fumos nem por queimaduras. Porém, entre os 64 óbitos anunciados pelas autoridades há pelo menos uma caso em que a vítima também morreu num acidente rodoviário. Trata-se de Gonçalo Conceição, bombeiro de Castanheira de Pera, que ficou gravemente ferido na sequência de um choque entre duas viaturas enquanto combatia o incêndio na madrugada de 18 de junho. Viria a morrer a 19 de junho, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Além de adiantar que, entre os 200 feridos que a tragédia causou, 14 ainda estão hospitalizados, o Expresso publica ainda uma lista com os nomes das 65 vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande. A lista foi elaborada pelo próprio jornal, que viu ser-lhe negado um pedido para divulgação da lista oficial, com o Ministério da Justiça a alegar que esta se encontra sob segredo de justiça. Neste momento, o Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Leiria leva a cabo um inquérito-crime para poder apurar as causas do incêndio e o procedimento das autoridades enquanto este deflagrava.

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