Confirmada, pelas autoridades europeias competentes, a compra da marca alemã à General Motors (GM), a PSA começa a tomar as primeiras decisões relativamente à Opel: o grupo automóvel francês suspendeu o projecto de um novo topo de gama, que a marca do relâmpago vinha a desenvolver.

Este novo modelo, que a britânica AutoExpress descreve como sendo um “SUV derivado do Insignia”, terá sido colocado, segundo a mesma publicação, em stand-by, pelos novos responsáveis franceses da Opel. Os quais terão tomado esta decisão devido à pretensão de abandonar, o mais rapidamente possível, a utilização de plataformas GM.

Recorde-se que a Opel já havia afirmado a intenção de vir a produzir um SUV topo de gama com base na mesma arquitectura da segunda geração do Insignia. Com o então CEO, Karl-Thomas Neumann, a anunciar no último Salão Automóvel de Paris que não só o modelo seria “produzido em Russelsheim”, como fazia “todo o sentido”, uma vez que a Opel pretendia ter um SUV no patamar do Insignia.

No entanto, com Neumann fora da companhia e o seu sucessor, Michael Lohscheller, encarregue de trocar as plataformas GM até aqui utilizadas pelas arquitecturas PSA, o projecto inicial de um SUV topo de gama acabou por ser suspenso. O que poderá não querer dizer acabado, já que poderá muito bem regressar, embora com a arquitectura EMP2 por base.

Com a aquisição da Opel pela PSA ainda muito recente, os responsáveis de ambas as partes estão, neste momento, totalmente focados na reavaliação e revisão das estratégias definidas para a marca do relâmpago. “O objectivo é gerar fluxo de caixa operacional positivo em 2020, bem como alcançar margem operacional de 2% em 2020 e de 6% em 2026”, precisa a Opel.