Iker Casillas, guarda-redes do FC Porto e da seleção espanhola, “está a emergir como possível futuro presidente da Federação” de futebol de Espanha, cujo presidente foi preso em julho, a par do filho e de um vice-presidente, por suspeitas de suspeitas de corrupção, falsificação de documentos, gestão danosa e apropriação de fundos. A expectativa é de Javier Gómez Matallanas, adjunto da direção do diário desportivo As.

Num artigo de opinião escrito no El Confidencial, Javier Gómez Matallanas diz que a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) vive uma “tremenda crise institucional”, depois da detenção de Angel Maria Villar, do filho Gorka Villar e do “todo-poderoso” vice-presidente para os assuntos económicos, Juan Padrón.

Angel Maria Villar, que ficou em prisão preventiva sem possibilidade de caução, demitiu-se dos cargos na UEFA mas está “teimosamente” a recusar-se a sair da federação espanhola, escreve o jornalista. Contudo, está a perder apoios, diz, porque muitos presidentes das federações regionais estão a “virar-lhe as costas”, escreve Javier Gómez Matallanas.

E é nesse contexto que já se está a preparar o futuro — e antigos jogadores, carismáticos, podem ser uma hipótese para a presidência. Segundo o colunista, tentou-se convencer o antigo avançado madrileno Raúl, mas sem sucesso. Até o treinador Vicente del Bosque foi contactado para assumir o cargo. Mas “há um nome que é falado há já algum tempo” que parece, na opinião de Javier Gómez Matallanas, ter maiores probabilidades de fazer parte do futuro da Federação, pelo menos no médio prazo: Iker Casillas, o melhor guarda-redes de sempre da seleção espanhola, que está neste momento no FC Porto.

Casillas não estará no futuro próximo da Federação, “porque ainda está no ativo, mas está a preparar-se uma candidatura forte para as eleições seguintes, assim que se limpar o esgoto que existe na federação”, escreve o jornalista. “Não será fácil e muitas coisas podem acontecer nos próximos três meses, que serão marcados por ansiedade e possíveis surpresas, mas Casillas é uma possibilidade que está a ser proposta”, escreve o jornalista.