Há umas dezenas de anos, era igualmente triste, mas infelizmente bastante habitual, ver modelos da Ferrari avariados na auto-estrada. E alguns até a arder, para tristeza dos proprietários. Os desportivos italianos, já na época, eram espectacularmente eficazes e rápidos, mas o controlo de qualidade não era o forte de Maranello, o que provocava algumas avarias, especialmente eléctricas, e alguns incêndios.

A situação, entretanto, evoluiu consideravelmente. Não em termos de design e nobreza das mecânicas, uma vez que os desportivos do Cavallino Rampante continuam deslumbrantes e ainda mais potentes, mas em matéria de rigor de construção, acabamentos e o sempre necessário controlo de qualidade, que tantas chatices e dispendiosos dissabores evita aos orgulhosos proprietários das máquinas italianas.

Dito isto, imagine-se a surpresa dos ocupantes de um dos novos Ferrari F12 tdf (Tour de France, em homenagem à corrida que os carros transalpinos dominaram durante um certo período), similar ao “brinquedo” mais recente da garagem de Cristiano Ronaldo, quando lhes começou a cheirar a esturro. Literalmente.

A nova máquina de Ronaldo é um Ferrari F12 tdf

Segundo o site zero2turbo, o F12 tdf deslocava-se numa auto-estrada alemã quando o condutor sentiu o cheiro a fumo, o que levou a parar na berma e a pedir ajuda. Demasiado tarde. Numa questão de segundos, a agressiva versão especial do F12 Berlinetta esfumou-se, deixando os seus proprietários muito tristes. E a pé.

É bom recordar que o F12 tdf começou agora a ser entregue aos seus proprietários, e estes infelizes alemães tiveram o azar de, numa das suas primeiras viagens, ficar sem o seu precioso desportivo. E logo numa fase em que ainda estavam longe de poder explorar todo o potencial de um modelo que vale cerca de 1 milhão de euros e que retira 780 cv do V12 atmosférico, o que lhe permite atingir 100 km/h ao fim de somente 2,9 segundos e continuar alegremente até ultrapassar os 340 km/h.