O partido conservador da chanceler alemã, Angela Merkel, e o partido social-democrata de Martin Schulz iniciam esta sexta-feira, quatro meses depois das legislativas na Alemanha, negociações para formar um governo de coligação até ao final de março.

As negociações arrancam com um encontro entre Merkel, líder da União Democrata-Cristã (CDU), Horst Seehofer, da bávara União Social-Cristã (CSU), e Martin Schulz, do Partido Social-Democrata (SPD), marcado para as 9h locais (8h em Lisboa).

À entrada da reunião, a chanceler Angela Merkel pediu um resultado “rápido”: “Acho que as pessoas esperam que façamos um Governo e é por isso que entro nestas conversações otimista e com determinação”, disse, de acordo com a AFP.

“Não é apenas um começar de novo para a Europa, mas também para a Alemanha”, acrescentou a líder dos conservadores. O social-democrata Martin Schulz também afinou pelo mesmo tom: “Tendo em conta os desafios da China e dos EUA, a União Europeia precisa de uma Alemanha forte e pró-europeia.”

CDU, CSU e SPD realizaram longas negociações — que designaram como contactos exploratórios — para chegar a um acordo de princípio, um documento de 28 páginas definindo as “linhas vermelhas” de um futuro pacto de governação. Esse acordo foi aprovado por uma pequena maioria no domingo, num congresso extraordinário dos social-democratas, e o futuro pacto de governação será submetido à aprovação dos cerca de 440 mil militantes do SPD.

Um dos líderes da CSU (partido irmão da CDU na Baviera), Michael Grosse-Brömer, mostrou-se esperançoso de que um acordo possa ser alcançado até ao dia quatro de fevereiro, uma semana antes do prazo inicialmente proposto por Merkel. A chanceler manifestou vontade de concluir as negociações em meados de fevereiro, o que dará cerca de um mês para o processo de consulta dos social-democratas e para apresentar um governo no final de março, seis meses após as eleições legislativas de 24 de setembro.