Congresso do PSD

Bloco Central? Só “se o país estiver à beira de uma catástrofe”, diz Paulo Mota Pinto

A mensagem de Rui Rio foi dúbia para os militantes. Há ou não margem para reeditar a coligação PSD-PS de 1983? Paulo Mota Pinto recusa esse cenário que, em 1983, o seu pai aceitou.

Em entrevista ao Observador no Congresso do PSD que consagra Rui Rio como sucessor de Passos Coelho, Paulo Mota Pinto afasta quase totalmente uma coligação entre o PSD e o PS. “É uma realidade que, salvo catástrofe, não deve existir”, diz Mota Pinto que é filho do social-democrata (Carlos Mota Pinto) que, em 1983, aceitou aliar-se a Mário Soares, num Governo de Bloco Central.

Afastado o cenário de o PSD estender a mão a um Governo PS, o que fica do discurso de Rui Rio? Para Mota Pinto, “há uma certa diferença de posicionamento político” face a Passos. E o que pode explicar essa diferença pode ser a necessidade que “o PSD tem de dialogar com todos e também com o PS”. Não para a construção de um Governo, “mas para acordos sobre políticas” setoriais. “É uma das coisas que o dr. Rui Rio tem tentado e acho que os portugueses querem isso e o país precisa disso”, considera Paulo Mota Pinto.

E se em 2019 houver um novo 2015? E se o PS voltar a não ser o partido mais votado e a direita, ainda assim, não tiver a maioria absoluta dos lugares do Parlamento? Resta aos socialistas voltarem-se para os mesmos interlocutores à esquerda, defende o presidente da comissão de honra de Rui Rio.

“A única possibilidade de o PS, não ganhando as eleições, liderar um Governo é com uma coligação à esquerda”, diz Mota Pinto, lembrando que o PSD está amarrado à história recente. “Não podemos criticar o PS por não ter viabilizado um governo do PSD e ter-se aliado à extrema esquerda e depois fazer aquilo que lhes criticamos” porque “haveria uma contradição”.

Mota Pinto reconhece outras diferenças entre o discurso de despedida de Pedro Passos Coelho e a primeira intervenção no congresso do líder eleito. Passos fez uma intervenção de fundo, com críticas ao PS, num tom que “não é usual” para quem está de saída. “Mas ele também não foi um líder usual do PSD, foi um líder num período muito difícil durante bastante tempo” e, por isso, “está no seu direito”.

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