Síria

Bombardeamentos contra Ghouta Oriental antes do início da nova pausa humanitária na Síria

Vários aviões militares não identificados bombardearam Ghouta oriental antes do início da nova trégua humanitária. Os ataques não causaram vítimas.

YOUSSEF BADAWI/EPA

Aviões de guerra não identificados bombardearam esta sexta-feira vários pontos de Ghouta Oriental, principal feudo da oposição nos arredores de Damasco, pouco antes de uma nova pausa humanitária ter começado pelo quarto dia consecutivo.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos informou que os ataques visaram as populações de Duma, Zamalka e Haza, mas não causaram vítimas. Entretanto, os combates continuam entre as forças do governo sírio e a fação do Exército do Islão em Hush al Dauahira em outras partes de Ghouta oriental.

A televisão oficial síria, por seu turno, mostrou que as organizações terroristas continuaram a lançar mísseis na área do corredor humanitário aberto pelas autoridades no campo de refugiados palestinos de Wafidín para permitir a partida de civis.

Uma nova pausa humanitária entrou em vigor esta sexta-feira na região às 09:00 horas locais (07:00 em Lisboa) e vai estender-se até às 14:00 (12:00 em Lisboa).

A Rússia propôs a iniciativa de estabelecer pausas humanitárias de cinco horas em Ghouta Oriental, após a aprovação no último fim de semana de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU pedindo uma trégua de um mês em toda a Síria.

A região tem sido alvo de ataques da aviação síria e russa, bem como da artilharia governamental, desde 18 de fevereiro, que causaram a morte a pelo menos 617 pessoas, incluindo 149 crianças e 90 mulheres, de acordo com o Observatório. O enclave rebelde de Ghouta Oriental está desde 2013 sob um cerco das forças leais a al-Assad e os cerca de 400 mil habitantes são vítimas diariamente, além dos bombardeamentos, de falta de alimentos e de medicamentos.

Desencadeado a 15 de março de 2011 na sequência da repressão de manifestações pacíficas pró-democracia, o conflito na Síria, que se estende a ouras regiões, já causou mais de 340.000 mortos, bem como milhões de deslocados e refugiados.

Entretanto, o exército sírio rejeitou as acusações sobre a alegada utilização de armas químicas em Ghouta Oriental, afirmando que a informação foi inventada pelos “grupos terroristas”, segundo a agência de notícias oficial SANA. Uma fonte militar garantiu que as forças armadas receberam informações confirmadas de que por detrás estão as organizações terroristas em Ghouta Oriental – a Frente Nusra, a Legião da Misericórdia e o Sham Free.

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