Os paquistaneses elegeram pela primeira vez na sua história uma mulher da marginalizada minoria hindu para o senado, numa eleição em que um clérigo ligado aos talibãs foi derrotado.

Krishna Kumari, membro do Partido Popular do Paquistão, provém dos chamados “intocáveis”, a mais baixa casta do sistema que ainda persiste no Paquistão e na vizinha Índia.

Ao mesmo tempo, Maulana Samiul Haq, mentor de vários líderes talibãs, não conseguiu ser eleito.

No Paquistão, os grupos extremistas mobilizaram as massas em manifestações em anos recentes, mas falharam amplamente na transformação desse apoio em vitórias eleitorais.

Os deputados da Assembleia Nacional e de quatro assembleias provinciais elegeram no sábado metade do Senado de 104 membros para um mandato de seis anos.

O partido do primeiro-ministro deposto Nawaz Sharif detém a maioria na câmara alta do parlamento paquistanês, com 33 assentos.