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Foi há quase quatro anos, a 19 de Maio de 2014, numa altura em que Portugal apenas começava a sair da tutela da troika. Quando o Observador nasceu não foram poucos os que lhe vaticinaram vida curta. Uns fizeram-no por real descrença e resistência à inovação, na boa tradição do “velho do Restelo”. Outros acrescentaram o veneno conspirativo, procurando diminuir-nos enquanto projecto jornalístico.

Aquilo que temos feito provou que uns e outros estavam errados. Somos hoje a principal referência do jornalismo digital em Portugal e lideramos, em vários indicadores, o segmento da imprensa de qualidade. O que conseguimos ultrapassou as nossas melhores expectativas e os nossos números mais recentes – mais de cinco milhões de visitantes únicos no passado mês de Março – são o retrato do nosso sucesso.

No primeiro dia, a 19 de Maio de 2014, o Observador publicou um Explicador onde era dito que pretendíamos, “pelo menos no arranque”, sustentar o pagamento deste projecto exclusivamente com receitas de publicidade. Assim foi até hoje, com resultados que também nos orgulham e que têm sido investidos na qualidade do nosso jornalismo. Não é coisa pouca num sector martirizado por quebras de receitas e projectos de reestruturação. Mas não é suficiente.

Por isso, quatro anos depois está chegado o momento de darmos o passo que praticamente todos os grandes jornais estão a dar em todo o mundo: chamar os nossos leitores a contribuírem para o pagamento do nosso jornalismo. É isso que iremos fazer através de um programa de subscrições a que chamámos Observador Premium que arrancará no próximo dia 2 de Maio e cujos detalhes apresentamos neste Explicador.

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Ponderámos maduramente este passo, pois desejamos que a informação que produzimos, as nossas reportagens e análises, as investigações que publicamos, as notícias que explicamos, os factos cuja veracidade verificamos, as opiniões a que damos voz, continuem a chegar ao maior número de leitores.

No Estatuto Editorial do Observador escreve-se que “somos responsáveis apenas perante os nossos leitores”, e nós não nos esquecemos desse princípio cardeal. Os nossos accionistas já mostraram que não têm agendas ocultas, e construímos com os nossos anunciantes uma sólida relação de respeito mútuo. A consolidação deste projecto passa agora também pela adesão do maior número possível dos nossos leitores ao projecto do Observador Premium, tornando-se assinantes e começando a pagar pelo jornalismo que até hoje lhes oferecemos sem lhes pedir qualquer contribuição.

Estamos conscientes que neste mundo onde a informação parece estar disponível, sem qualquer custo, a todas as esquinas, a grande maioria dos que nos visitam vai querer continuar a fazê-lo sem qualquer pagamento, e não iremos impedir que continuem a ler quantas notícias desejarem. Mas o acesso aos trabalhos que exigem mais esforço, mais investimento, que são mais diferenciados e exclusivos, e que passaremos a designar como Premium, terá um limite mensal.

Esperamos, com a fórmula que imaginámos, poder corresponder às necessidades diferenciadas dos nossos leitores. Tal como esperamos que a adesão do maior número ao programa de subscrições resulte numa forte diversificação da origem das nossas receitas, assim como em receitas mais robustas, duas condições indispensáveis para termos mais meios para fazer um jornalismo ainda melhor e, ao mesmo tempo, solidificarmos a cultura de liberdade que é a nossa e é a que permite respondermos apenas, nas escolhas editoriais que fazemos, aos nossos leitores.

Uma palavra final apenas para sublinhar que iniciarmos hoje este programa é a melhor medida do nosso sucesso e da correcção do rumo que seguimos, pois traduz uma enorme confiança na fidelidade e adesão dos nossos leitores.

Bem hajam.

António Carrapatoso
Duarte Schmidt Lino
José Manuel Fernandes
Rui Ramos