A startup portuguesa Raize entregou na terça-feira os documentos necessários para dar início à dispersão de capital em bolsa. A oferta pública inicial já estava a ser preparada desde o final de 2017. Afonso Eça, cofundador da plataforma de financiamento coletivo para pequenas e médias empresas, explicou ao Observador que espera que a empresa seja admitida na bolsa portuguesa nas próximas “duas, três semanas”.

O IPO (sigla em inglês) vai dirigir-se a investidores de retalho e institucionais. “Como a operação vai ser inferior a cinco milhões de euros, a CMVM não teve que aprovar a operação e quem teve de aceitar o documento informativo foi a Euronext, a quem entregámos o processo. Quando a Euronext der o ‘ok’, dá-se início ao IPO”, afirmou o cofundador, sem revelar o valor a que a empresa vai ficar avaliada.

A empresa fundada por António Marques, Afonso Fuzeta Eça e José Maria Rego contava, em novembro de 2017, com mais de 14 mil investidores, que tinham investiram mais de 10 milhões de euros em empresas desde 2014. Em março, contavam com mais de 19 mil investidores.

Raize prepara entrada em bolsa para 2018

A admissão na bolsa portuguesa visava alargar a base acionista daquela que é a maior bolsa de empréstimos para PME portuguesa. Na equipa de acionistas, estão os os fundadores da empresa, a SIMUM, a PARTAC, a Parinama e o investidor Luís Delgado, ex-dono da revista Time Out em Portugal.

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“Isto é um passo importante e institucional para a marca. Sermos um negócio financeiro e estramos cotados é fundamental, porque traz ainda mais credibilidade a todo o nosso percurso. Vamos ter uma base acionista mais alargada e estarmos no mercado de capitais vai fazer com que seja mais fácil captar capital”, explicou Afonso Eça.

Para concretizar a entrada em bolsa, a Raize contratou o banco de investimento Haitong Bank e a sociedade de advogados Úria Menendéz.  A startup portuguesa foi criada para ser uma alternativa às formas de financiamento tradicionais. A ideia é que em vez de serem os bancos a emprestar dinheiro às PME, sejam investidores particulares. A taxa de juro aplicada a estes créditos varia em função do risco.