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Elétricos

“Fuel cells”. Hyundai conseguiu, Audi também quer

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Com o Nexo, a Hyundai fez o que a Audi nunca conseguiu fazer: um SUV propulsionado pela electricidade gerada a bordo através de células de combustível a hidrogénio. Agora, as duas marcas juntaram-se.

Não é de hoje, nem de ontem, que se fala da tecnologia e do tremendo potencial das fuel cells. Sucede que poucos foram os construtores que conseguiram transportar esta solução para veículos de produção em série. A Toyota fê-lo com o Mirai, a Honda com o Clarity e, mais recentemente, a Hyundai com o Nexo.

aqui lhe falámos deste SUV que, para além de representar o que de melhor a Hyundai consegue fazer neste capítulo, está a servir igualmente para efectuar testes de condução autónoma em estrada aberta. Não é nisso que a Audi está interessada, mas sim na tecnologia desenvolvida pelos sul-coreanos, que vão já na quarta geração das suas fuel-cells a hidrogénio. Daí que a marca de Ingolstadt tenha decido atalhar caminho, juntando forças com a Hyundai, numa aliança promissora para todas as partes – clientes incluídos. Mas já lá vamos.

Primeiro, importa recordar que a Audi deu a entender que pretendia seguir por este caminho logo em 2014. A marca dos quatro anéis chegou mesmo a apresentar dois protótipos que embarcariam esta solução de propulsão eléctrica: o A7 Sportback h-tron quattro (2014) e, depois, o Audi h-tron Quattro Concept (Salão de Detroit, 2016). Porém, nada mais se passou. Nenhum dos concepts se materializou numa versão de produção.

Já a Hyundai colocou recentemente à venda o Nexo, um crossover com uma potência máxima de 120 kW (163 cv) e capaz de percorrer 595 km com um só depósito (800 km com os três tanques atestados), prometendo tempos de reabastecimento tão curtos quanto os requeridos por um modelo com o tradicional motor de combustão.

Ora, a experiência acumulada pela Hyundai no desenvolvimento das células de combustível posiciona-a como o primeiro construtor global de veículos  a fuel cells com uma presença firme em 18 países, com a Hyundai Mobis a assumir-se como a principal responsável por essa liderança, já que lhe cumpre o papel de fornecedor interno, enquanto fabricante dos módulos do sistema de propulsão. Note-se que, neste ponto, estamos a falar de um pack completo, composto pela célula de combustível, o motor eléctrico e respectivos componentes, a electrónica e os tanques de armazenamento do hidrogénio. Será tudo isto que a Audi pretende incorporar, mas as vantagens não pendem apenas para um dos lados.

A própria Hyundai ganha, já que passa a ter outro investidor e, como se sabe, os fundos que precisam de ser canalizados para investigação e desenvolvimento estão longe de ser despiciendos. Pelo contrário. Depois, sai muito mais barato para os dois signatários deste acordo compartilhar a tecnologia e os componentes nos seus FCEV. Como se isso não bastasse, Kia e Volkswagem também são bafejadas pelos frutos desta união, já que ambas poderão recorrer a todas as novas patentes registadas pós-aliança, por um período que não foi divulgado. Finalmente, ganharão os próprios consumidores, na medida em que uma das principais limitações à implantação desta solução prende-se com a inexistência de uma rede de abastecimento. Com os alemães em campo, certamente que há mais músculo para resolver essa lacuna.

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