A libertação da antiga primeira-dama costa-marfinense Simone Gbagbo foi esta quarta-feira ordenada pelo procurador Richard Adou, de acordo com um jornalista da AFP em Abidjan, capital do país. Simone Gbagbo deixou a escola militar, onde esteve presa durante sete anos, em direção a sua casa, onde mais de mil apoiantes esperavam por ela.

A antiga primeira-dama foi julgada a 31 de maio de 2016 pelo seu envolvimento no bombardeamento do mercado em Abobo e pela sua participação numa célula que organizou os ataques das milícias e do regime militar. Os crimes foram cometidos durante a crise que matou mais de três mil pessoas em cinco meses no país, após a recusa de Laurent Gbagbo, antigo Presidente da Costa do Marfim, em reconhecer a vitória eleitoral de Alassane Ouattara. Laurent Gbagbo foi julgado pelo Tribunal Penal Internacional em Haia por crimes contra a humanidade cometidos durante a crise.