Apesar da Volkswagen e da Mercedes serem alemãs, esta história começa na Austrália. Em desabafo com a imprensa, o responsável pela filial australiana da Volkswagen, Michael Bartsch, decidiu arejar algum fel e afirmou, em relação aos compradores a quem a Mercedes propõe a Classe X, que “as pessoas estão também preocupadas em não ser vistas como parvas”. Isto porque a Classe X, na opinião do homem ao leme da Volkswagen naquele país conhecido como “down under”, a pick-up da Mercedes é na realidade uma Nissan com uma “roupinha” mais cool.

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Em conversa com a Motoring australiana, Bartsch disse que “o mercado é muito sofisticado e as pessoas são muito conhecedoras, pelo que não gostam de pagar valores premium por veículos que, na realidade, não são premium, apenas parecem”.

Uma das formas que a Volkswagen tem para se impor é vender a sua pick-up, a Amarok, substancialmente mais em conta, especialmente quando está equipada com motores originais da marca, enquanto a Mercedes utiliza, nas versões mais acessíveis, motores e caixas da Nissan/Renault. Bartsch afirma que só o tempo irá confirmar que a Mercedes fez bem em apostar num “cavalo” que, no fundo, não é o seu.

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Curiosamente, este ataque da Volkswagen às origens da pick-up da Mercedes não é original. Até a BMW, através do vice-presidente responsável pelos mercados asiáticos, africanos, australiano e neozelandês, Hendrik von Kunheim, já tinha afirmado anteriormente que considerava a Classe X “terrível” e que esperava “uma proposta mais séria” da parte da Mercedes, sobretudo “por recorrer ao chassi de longarinas da Nissan Navara”. Contudo, esta crítica, vinda de uma empresa que admite estar a estudar lançar a sua própria pick-up, parece não ter em conta que a Navara é considerada uma das mais robustas no mercado, sendo ainda das que mais vende neste segmento.

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