Presidente da República

Marcelo pede aos partidos clareza nas propostas para as eleições em 2019

188

O Presidente da República falou aos partidos em Porto de Mós. Além de pedir clareza nas propostas, afirmou ainda que as opções do Governo levaram ao adiamento de investimento público estruturante.

PAULO NOVAIS/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu, esta terça-feira, aos partidos políticos “clareza dos propósitos e das propostas” para o ciclo eleitoral de 2019 em que se realizam europeias e legislativas.

Os partidos, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, devem começar “a pensar seriamente em três realidades inadiáveis: clareza dos propósitos e das propostas; verosimilhança da solidez da sua base de apoio político — para que as propostas não fiquem apenas como meras intenções sem capacidade de ser poder; e rapidez na transmissão das mensagens”.

Lembrando que o país está a seis meses do primeiro ato eleitoral (europeias) e a cerca de 11 meses das legislativas, o Presidente da República realçou que não lhe compete “escolher propostas ou modelos de governação”. No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa não se coibiu de deixar um alerta aos partidos: “Quem se atrasar ou faltar mesmo à chamada para o encontro com os portugueses não se poderá queixar do destino nem da penosidade do recomeço da caminhada nos idos mais próximos”.

“Todos sabemos que sensatez e realismo, olhando para o que vão ser os tempos imediatos na Europa e no mundo, resultam da natureza das coisas”, vincou o chefe de Estado. Nesse sentido, os próximos tempos aconselham, “no mínimo, mais crescimento económico e, para tanto mais, condições propícias a investimento e exportações”, referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa falava em Porto de Mós (distrito de Leiria), durante a sessão de abertura do primeiro Encontro da Fundação Batalha de Aljubarrota, intitulado “Portugal Independente – A partir da sua história, que futuro desejável para Portugal?”.

Opções do Governo levaram ao adiamento de investimento público estruturante

O Presidente da República disse também que as opções do Governo no plano económico e financeiro têm levado ao adiamento de algum investimento público estruturante.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que as opções do Governo de conjugar o rigor orçamental com medidas corretoras de assimetrias sociais e de aliar a procura de maior protagonismo das exportações com a manutenção do incentivo ao consumo interno têm implicado “sacrifício ou adiamento de algum investimento público estruturante”.

Para o Presidente da República, as posições no plano económico e financeiro em Portugal não se identificam “totalmente com a divisão entre a área do Governo e a área das oposições”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Greve

O mundo que António Costa criou /premium

Rui Ramos
369

Desde 2015 que este governo trata os funcionários como o factor decisivo das vitórias eleitorais. As greves são a maneira de os funcionários obrigarem Costa a pagar mais pelos seus votos. 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)