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Moçambique

Aumento de tráfego resulta no atropelamento de animais selvagens na Reserva Especial de Maputo

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Um distrito em Moçambique enfrenta problemas com automobilistas que não respeitam o limite de velocidade dentro da Reserva Especial de Maputo, o que resulta no atropelamento de animais.

Pelo menos duas impalas, dois changos, uma zebra, uma jibóia, lebres e cágados foram mortalmente atropelados, depois da inauguração da ponte Maputo-Katembe

M.A.PUSHPA KUMARA/EPA

O aumento do tráfego rodoviário no distrito turístico de Matutuíne, sul de Moçambique, com a entrada em funcionamento da ponte Maputo-Katembe, tem resultado no atropelamento de animais da Reserva Especial de Maputo (REM), indicou a instituição.

“Infelizmente, estamos a ter problemas com alguns automobilistas, que não respeitam o limite de velocidade dentro da Reserva Especial de Maputo, o que resulta no atropelamento de animais”, disse o administrador da REM, Miguel Gonçalves, em declarações ao diário Notícias.

Pelo menos duas impalas, dois changos, uma zebra, uma jibóia, lebres e cágados foram mortalmente atropelados, depois da inauguração da ponte Maputo-Katembe, a 10 de novembro do ano passado. “Uma girafa, animal de grande porte e com características invulgares, foi igualmente atropelada, mas foi socorrida e sobreviveu graças à rápida intervenção veterinária”, disse o administrador da REM.

Além da ameaça física aos animais, o aumento do fluxo de turistas com a entrada em funcionamento da ponte Maputo-Katembe também agravou os riscos de poluição da REM. “Aumentou o número de visitantes que, infelizmente, deitam garrafas, latas, plásticos, entre outros objetos na praia e na reserva e, quando a maré baixa, o lixo vai para o mar, com todo o impacto negativo dai resultante”, acrescentou Miguel Gonçalves.

A ponte Maputo-Katembe assegura o atravessamento da Baía da capital moçambicana, dando acesso rodoviário à REM, um santuário de vida selvagem e marinha na fronteira com a África do Sul.

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Não, eu não elegi este governo. Mas o meu país o fez. Parte por acreditar na política do ódio, parte por ignorância, parte por ser vítima das tantas fake news produzidas ao longo do processo eleitoral

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