GNR

GNR derruba a rede internacional de contrabando de meixão em Setúbal

A GNR apreendeu 96 quilos de meixão, que tinham como destino o mercado asiático, e deteve nove homens no âmbito de uma investigação que decorreu durante um ano.

O meixão em causa foi devolvido ao rio por indicação do ICNF, que também colaborou na avaliação pericial

PAULO NOVAIS/LUSA

A GNR de Setúbal desmantelou uma rede internacional de contrabando de meixão, tendo sido detidos nove homens pelos crimes de contrabando qualificado e danos contra a natureza e apreendidos 96 quilos que tinham como destino o mercado asiático.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, o Comando Territorial de Setúbal indica que os homens, com idades entre os 29 e os 73 anos, foram detidos na terça e na quarta-feira, no âmbito de uma investigação que decorreu durante um ano.

Durante a operação foram realizadas 34 buscas, nove domiciliárias e 25 não domiciliárias, tendo sido apreendidos mais de 96 quilos de meixão, o que corresponde a cerca de 380 mil espécimes, com “um valor estimado no mercado final (países europeus e asiáticos) de 720 mil euros”.

De acordo com o comunicado da GNR, foi ainda possível apreender mais de 35 mil euros em numerário, dois mil dólares americanos, 22 redes usadas na apanha do meixão, 35 malas de viagem usadas para tráfico internacional, duas armas de fogo, bem como balanças, botijas de oxigénio, bombas de água, tanques de água e arcas congeladoras, entre outro material.

“Ainda foram apreendidos diversos artefactos utilizados para a apanha ilegal do meixão, assim como para o acondicionamento, conservação e transporte internacional de meixão vivo”, lê-se na nota.

A GNR explica que “a enguia europeia é uma espécie animal designada por ‘Anguilla Anguilla’, vulgarmente conhecida por ‘meixão’ (enguia bebé), classificada como ‘espécie em perigo'”.

Em Portugal, prossegue a força policial, a captura desta espécie só é permitida no rio Minho, a pescadores devidamente autorizados, ocorrendo em período sazonal, sendo que a detenção e comercialização dependem de certificado comunitário, emitido pelo ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

“Os suspeitos, com elevada organização e diversas células espalhadas pela Europa, tinha como ‘modus operandi’ o recurso a ‘correios’ para o transporte do meixão, para abastecer países como a China, o Vietname, a Tailândia e as Filipinas. Nos mercados internacionais o quilo do meixão é avaliado entre 7.500 euros a 10 mil euros e, em Portugal, é avaliado entre os 500 e os 1.000 euros”, acrescenta.

O meixão em causa foi devolvido ao rio por indicação do ICNF, que também colaborou na avaliação pericial.

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