As trotinetas eléctricas invadem as grandes cidades como uma praga. As que estão ao serviço da Lime podem ser as mais conhecidas, mas estão decididamente longe de ser as únicas, todas elas a oferecer um tipo de mobilidade eléctrica que é prática – quando não chove, é claro –, e barata. Mas será mesmo assim tão acessível?

Igualmente com esta dúvida, a Universidade da Califórnia, em Berkeley, colocou alguns dos seus 35.000 alunos a realizar um estudo sobre os custos inerentes ao uso das trotinetas eléctricas, conhecidas como scooters para aquelas bandas. E os resultados não podiam ser mais surpreendentes, aconselhando mesmo que, a longo prazo, sai mais barato comprar do que alugar.

Para o trabalho de análise, a instituição universitária contou com a colaboração da Unagi Scooters, na tentativa de medir o pulso ao mercado de aluguer e sharing deste tipo de veículos eléctricos de duas rodas, em que o “cliente” vai em pé. E apesar deste tipo de opção existir há cerca de um ano e meio no mercado americano, e menos do que isso em Portugal, a verdade é que as principais empresas do sector, respectivamente a Lime e a Bird, já superaram os 10 milhões de viagens, cada, o que explica o facto de o negócio estar avaliado entre 30 e 37 mil milhões de euros. Se tiver curiosidade, pode consultar o estudo aqui.