Supercarros

Atenção ao abuso. Motor explode em banco de ensaio

Há um mercado para os condutores que querem extrair um pouco (ou muito) mais do motor do seu desportivo. Mas há limites para tudo, até para o tuning. O motor deste Corvette explodiu quase nos 1.400cv.

O tuning é condenado por muitos, mas quando realizado por profissionais, e orientado pelo bom gosto, é uma forma de arte para quem gosta de desportivos. Os fabricantes de automóveis, sobretudo os mais ousados, produzem veículos potentes, rápidos e visualmente agressivos, mas um tuning bem feito consegue elevar ainda mais a fasquia, extraindo mais potência, mesmo se por vezes à custa da longevidade da mecânica.

A Complete Street Performance dedica-se a extrair o possível  – e, por vezes, o impossível – dos motores, mesmo os que já debitam uma potência apreciável. O Chevrolet Corvette Z06 monta um brutal motor V8 com 7.011 cc, de onde extrai 512 cv. Potência que chega e sobra para impressionar qualquer um. Mas para a oficina da Pensilvânia, especializada em máquinas da General Motors, isto era apenas o princípio. Sim, porque ao ser atmosférico, o 7.0 V8 deixou logo os preparadores a ‘salivar’, imaginando que potência conseguiriam extrair se recorressem a um turbocompressor, obviamente de proporções generosas.

Numa primeira tentativa, o Corvette já tinha atingido 1.326 hp (cerca de 1.344 cv) no banco de ensaio, valor anormalmente elevado, que indicia que houve mais mexidas naquele V8, além da montagem do turbo, como aliás é possível verificar pelo regime de ralenti e o irregular que fica a essa rotação. Neste vídeo do Complete Street Performance sobre o Silver Bullet (assim baptizaram o Corvette cinzento), o objectivo era ultrapassar a fasquia dos 1.400 cv, ou seja, conseguir que um motor que nasceu para fornecer pouco mais de 500 cv, quase triplicasse o seu output.  Com uma pressão de sobrealimentação de 1,8 bar (a que é necessário somar mais 1 bar da pressão atmosférica), o Corvette começou a subir de regime e, quando ainda ia nos 1.375 cv, explodiu o colector de admissão, transformando o V8 num lança-chamas gigante.

O 7.0 V8 monta de origem um colector de admissão em plástico, que suporta com facilidade as pressões características (e as temperaturas) de um motor atmosférico (muito baixas). Esta peça, construída em material mais leve para poupar algum peso (e preço) ao desportivo, até já tinha suportado sem problemas pressões de turbo elevadas, mas inferiores a 1,8 bar. Porém, nesta fasquia, a temperatura e a pressão venceram. E assim que rebentou, a massiva quantidade de ar fornecida pelo turbo aliou-se ao mais que generoso volume de gasolina – que nesta fase, em excesso, ajuda igualmente a refrigerar o motor – provocando as labaredas, apagadas com um pano e um mini-extintor.

Revista a cablagem e os tubos de sobrealimentação, cuja borracha não deve ter apreciado a exposição às chamas, o Chevy está pronto para mais uma tentativa, idealmente com um colector de admissão em alumínio.

Participe nos Prémios Auto Observador e habilite-se a ganhar um carro

Vote na segunda edição do concurso dedicado ao automóvel cuja votação é exclusivamente online. Aqui quem decide são os leitores e não um júri de “especialistas” e convidados.

Participe nos Prémios Auto ObservadorVote agora

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt
China

Vamos mesmo ignorar isto? /premium

Sebastião Bugalho

A Europa assumiu pela primeira vez que o expansionismo da China representa uma ameaça para o continente e os jornais portugueses, que tão competentemente cobriram a visita de Xi, não fazem perguntas?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)