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Controlinveste de Joaquim Oliveira foi declarada insolvente

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A Controlinveste SGPS, holding de Joaquim de Oliveira, foi declarada insolvente esta segunda-feira. Pedido veio da empresa e faz parte de acordo com bancos para reestruturar a dívida.

LUSA/JOSE COELHO

A Controlinveste, holding detida pelo empresário Joaquim Oliveira, foi declarada insolvente esta segunda-feira, segundo informação publicada no portal Citius. Entre os credores envolvidos neste pedido de insolvência estão a Olivedesportos, empresa também detida por Joaquim Oliveira que controla 25% da Sport TV, e os bancos BCP e Novo Banco, que são os maiores credores da empresa.

De acordo com informação avançada este sábado pelos jornais Correio da Manhã e Expresso esta insolvência, pedida pela própria empresa, faz parte de um acordo de reestruturação da dívida bancária da Controlinveste que será da ordem dos 550 milhões de euros. Os credores têm agora 30 dias para reclamar os créditos e depois caberá ao gestor judicial apresentar um plano de insolvência, com vista ao pagamento dos créditos, liquidação da massa e a sua repartição pelos titulares daqueles créditos e pelo devedor.

De acordo com os mesmos órgãos, a renegociação da dívida prevê os bancos possam ter direitos sobre a participação acionista na Sport TV e na Olivedesportos, nomeadamente em caso de venda destes ativos. Para além da Sport TV (onde detém 25% do capital), a Olivedesportos é também acionista minoritárias de várias SAD de clubes desportivos, entre os quais o Benfica e o Sporting. E ainda detém uma participação minoritária na Global Media, grupo que controla a TSF, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias.

A holding de Joaquim Oliveira chegou a ser acionista qualificada de grandes empresas como a Portugal Telecom e a Zon, e também teve participação no BCP, sendo que uma parte dos empréstimos contraídos terá tido como finalidade a compra de ações. O BCP é o maior credor da Controlinveste com cerca de 400 milhões de euros de dívidas, seguido do Novo Banco. De acordo com informação avançada pelo Expresso na edição de sábado (não disponível no site), as imparidades associadas a estes créditos já terão sido reconhecidas no balanço das duas instituições. No caso do Novo Banco, este crédito fará parte da carteira de empréstimos protegidos de perdas, caso tenham impacto negativo nos rácios de capital da instituição.

A declaração de insolvência surge depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter promulgado o diploma que permite conhecedor os nomes dos grandes devedores da banca. A lista deve ser revelada pelo Banco de Portugal até maio.

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