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Inês Barata Feio Terrahe foi morta pelo ex-companheiro, em Frankfurt, Alemanha. O corpo da médica, de 32 anos, com dupla nacionalidade, foi encontrado à porta de casa por um vizinho que ouviu os gritos de Inês Terrahe quando foi atacada, no domingo à noite.

A mulher de Hauke Hansen, vizinho de Inês Terrahe, foi acordada pelos gritos, ao final da noite, conta o Correio da Manhã, citando o jornal alemão Bild. Hansen ainda saiu em socorro da portuguesa, e chegou a ver o ex-companheiro, que segurava uma faca ensanguentada. Viu depois Inês Terrahe, degolada, junto à garagem da vivenda. O relógio estava quase nas 22h. A jovem médica seria a 12ª portuguesa vítima de violência doméstica, desta vez num caso internacional.

De acordo com a família, a relação entre Inês Terrahe e Stefan Borger (alemão) acabou em setembro do ano passado. O ex-companheiro nunca aceitou o desfecho e continuou a atormentar a médica, que estava na Alemanha para uma especialização em Dermatologia, depois de ter tirado o curso de Medicina na República Checa.

“Ele não queria largar a Inês, não aceitava o fim do namoro entre eles e fez isto. Estamos destroçados”, disse a mãe de Inês Terrahe ao diário português. Perseguições e esperas à porta de casa foram acontecimentos recorrentes ao longo do último meio ano.

Stefan Borger conseguiu fugir depois de atacar Inês mas acabaria por ser encontrado pela polícia alemã horas mais tarde, na casa da família onde cresceu. Foi apresentado a tribunal esta terça-feira.

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