Os representantes dos vários sindicatos dos polícias vão reunir na próxima semana para prepararem uma deslocação ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, prevista para o início de abril. O objetivo é “tentar” que alguém os “oiça”, revelou o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia, Pedro Magrinho, ao Observador.

Será uma delegação bastante alargada. Vamos deslocar-nos em massa. Não será uma manifestação. Não nos vamos manifestar em frente ao Parlamento Europeu. Vamos tentar que alguém nos oiça”, explicou o responsável ao Observador.

Os polícias mantêm “as mesmas” reivindicações — o descongelamento de tempo de serviço e um regime de aposentação e pré-aposentação adequado à profissão policial — e “agora mais uma”: “O desinteresse nacional dos órgãos que têm a responsabilidade para fazer alguma coisa”.

A reunião da próxima semana contará com a presença dos representantes de todos os sindicatos dos polícias que estiveram presentes na manifestação da passada quarta-feira e servirá para definir uma data para a deslocação e a forma como será feita. Se tudo correr como o previsto, a deslocação ao Parlamento Europeu será feita “daqui a duas semanas”.

Os representantes levarão, no entanto, em consideração o estado de saúde do presidente do Sindicato Unificado da PSP, Ernesto Peixoto Rodrigues que foi hospitalizado na madrugada deste sábado, ao quinto dia de uma greve de fome que iniciou na passada terça-feira. O presidente do sindicato, que teve alta esta manhã, terá agora de permanecer em repouso absoluto nos próximos oito dias.