Rádio Observador

Nova Zelândia

Primeira-ministra da Nova Zelândia promete não dar visibilidade ao atirador

226

A primeira-ministra da Nova Zelândia prometeu nunca mencionar o nome do alegado responsável pelo ataque às mesquitas, por forma a não dar visibilidade a um "terrorista", "criminoso" e "extremista".

A primeira-ministra falava no Parlamento, numa sessão extraordinária, que abriu com a expressão árabe "Salam aleikum" ("A paz esteja convosco")

SNPA / POOL/EPA

A primeira-ministra da Nova Zelândia prometeu esta terça-feira nunca mencionar o nome do alegado responsável pelo ataque às mesquitas, de forma a negar-lhe visibilidade ou uma plataforma para difundir ideias racistas.

“Ele obviamente tinha uma série de razões para cometer este atroz ataque terrorista. Elevar o seu perfil foi uma delas. E isso é algo que podemos negar-lhe”, afirmou Jacinda Ardern.

A primeira-ministra falava no Parlamento, numa sessão extraordinária, que abriu com a expressão árabe “Salam aleikum” (“A paz esteja convosco”).

Uum australiano nacionalista branco, de 28 anos, e que está em prisão preventiva, é o suposto responsável pelos ataques às mesquitas Al-Noor e de Linwood, na sexta-feira, que fizeram pelo menos 50 mortos e quase meia centena de feridos.

Ele é um terrorista. Ele é um criminoso. Ele é um extremista. Mas quando eu falar, ele não terá nome”, sublinhou.

Questionada se o julgamento deverá decorrer à porta fechada, Ardern afirmou que essa decisão não era sua.

“Uma coisa eu posso garantir: não me vão ouvir pronunciar o nome dele“, disse, acrescentando que o alegado responsável pelo ataque vai enfrentar a lei “com todo o seu rigor”.

O gabinete da primeira-ministra já confirmou ter recebido, num e-mail do terrorista, uma cópia do manifesto em que expunha a sua ideologia extremista e justificava a sua ação, menos de dez minutos antes de iniciar o ataque à primeira mesquita.

O atacante transmitiu em direto, durante 17 minutos, os disparos.

O ex-preparador físico, que obteve uma licença de porte de arma em novembro de 2017, tinha cinco armas, incluindo duas semiautomáticas de estilo militar, que terá usado nos ataques.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Rússia

A síndrome de Istambul chegou a Moscovo /premium

José Milhazes

O Kremlin teria um sério teste à sua popularidade se permitisse a realização de eleições municipais em Moscovo e do governador de São Petersburgo limpas e transparentes. Mas isso não deverá acontecer.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)