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Infarmed: Risco de embolia pulmonar em medicamento para artrite reumatóide

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Os riscos de embolia pulmonar que o Xeljanz envolve foram identificados num estudo preliminar que não abrange Portugal. Infarmed pede que os doentes estejam atentos aos sintomas.

O Infarmed aconselha ainda os doentes a não interromperem o tratamento nem a alterarem a dose sem falar com o médico

Inácio Rosa/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O Infarmed alertou esta quinta-feira para o risco de embolia pulmonar associado ao aumento da dose do medicamento Xeljanz, para a artrite reumatóide, e pede que médicos e doentes estejam atentos aos sintomas.

Numa nota publicada no ‘site’, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos em Saúde diz que este risco foi identificado nos resultados preliminares de um estudo para avaliação do risco cardíaco ou circulatório associado ao Xeljanz (tofacitinib), que ainda está a decorrer e não abrange Portugal.

Os resultados preliminares deste estudo revelaram um aumento do risco de embolia pulmonar em doentes que tomaram 10 mg de tofacitinib duas vezes ao dia”, informa o Infarmed, que aconselha os doentes a não deixarem de tomar o medicamento antes de falar com o médico.

Lembra que o fármaco está autorizado, na União Europeia, para o tratamento de adultos com artrite reumatoide moderada a grave, artrite psoriática e colite ulcerosa moderada a grave e que, dependendo dos casos, a dosagem recomendada é diferente.

Por exemplo, enquanto para a artrite reumatóide e artrite psoriática a posologia aprovada é de 5 mg duas vezes ao dia, para a colite ulcerosa o tratamento inicial é de 10 mg duas vezes/dia.

Até que o estudo esteja concluído, o Infarmed recomenda aos profissionais de saúde que, no tratamento da artrite reumatoide Xeljanz (tofacitinib), prescrevam apenas a dose de 5 mg, duas vezes ao dia, e que informem os doentes dos sintomas a que devem estar atentos.

“A Pfizer, em articulação com a EMA [Agência Europeia do Medicamento] e com o Infarmed, iniciou hoje [quinta-feira, 28] a divulgação de uma comunicação dirigida aos profissionais de saúde com informação sobre os resultados preliminares do estudo e das atuais recomendações relativas ao tratamento”, escreve a Autoridade do Medicamento.

Aconselha ainda os doentes a não interromperem o tratamento nem a alterarem a dose sem falar com o médico e a tomarem atenção a sintomas como dificuldades respiratórias, dor no peito ou na parte superior das costas, tosse com sangue, transpiração excessiva ou pele azulada.

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